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“Ditadura judicial”: vice de Flávio tem histórico de ataques ao STF

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O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado nesta quarta (5) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, já fez uma série de ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e classificou a Corte como uma “ditadura judicial”. Ele tem um histórico de embates públicos com ministros da Corte.

Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Dias Toffoli estiveram entre seus alvos. O parlamentar alagoano dirige críticas ao Supremo pelas condenações de envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Ele alega que a Justiça persegue bolsonaristas.

Em seu último pronunciamento na tribuna da Câmara, em 8 de julho, Gaspar voltou a atacar o Judiciário e apresentou sua visão sobre a atuação do STF. “Quero deixar registrado para a História: o Brasil vive uma ditadura! Uma ditadura judicial”, afirmou o deputado no discurso.

Flávio Bolsonaro anunciou o deputado do PL de Alagoas como seu candidato a vice-presidente nesta quarta-feira (05). A indicação sugere que a chapa deve investir no confronto com o Judiciário, apesar das promessas de moderação.

Além dos ataques ao Supremo, Gaspar é acusado de estuprar uma adolescente de 13 anos. A denúncia foi feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Em abril deste ano, a Polícia Federal pediu ao Supremo para apurar o caso e os parlamentares afirmaram que existem documentos e áudios que mostram que Gaspar manteve relação com uma adolescente.

Segundo a denúncia, a relação resultou em uma gravidez e há relatos de tentativas de suborno para manter o silêncio da família. O caso está em andamento e aguarda um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O vice de Flávio também é investigado por desvio de emendas parlamentares no Tribunal de Contas da União (TCU), que apura repasses de R$ 6 milhões ao município de São José da Laje (AL). Técnicos do órgão identificaram suspeitas de irregularidades nos envios.

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