A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha revelou um cenário de equilíbrio na avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento divulgado nesta semana, 48% dos entrevistados aprovam e outros 48% desaprovam o presidente, configurando um empate técnico no índice de popularidade.
De acordo com os dados, a oscilação representa uma recuperação em relação ao levantamento anterior, realizado no último sábado (16), quando a desaprovação aparecia numericamente superior: 51% contra 45% de aprovação.
Quando a pesquisa aborda especificamente a gestão federal, o cenário ainda aponta desvantagem para o presidente. Conforme o Datafolha, 38% avaliam o governo de forma negativa, enquanto 32% consideram a administração positiva.
Apesar disso, o levantamento mostra redução da diferença negativa em comparação ao mês de abril. Na ocasião, a distância entre avaliações positivas e negativas era de 11 pontos percentuais. Agora, caiu para seis pontos.
Segundo analistas políticos, a redução da rejeição pode impactar diretamente o ambiente eleitoral e o cenário político nacional nos próximos meses.
No cenário estimulado para as eleições presidenciais, o atual presidente aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro.
De acordo com a pesquisa, Lula teria 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro.
Já em uma eventual disputa de segundo turno, o levantamento aponta vantagem mais apertada para o petista: 47% contra 43%.
O cenário eleitoral divulgado pelo instituto reforça a polarização política que segue marcando o ambiente nacional desde as últimas eleições presidenciais.
A pesquisa Datafolha ouviu cerca de 2 mil eleitores e evidencia um país dividido entre aprovação e rejeição ao atual governo federal.
Segundo especialistas ouvidos por diferentes análises políticas recentes, a tendência é que temas econômicos, programas sociais e debates sobre segurança pública continuem influenciando diretamente a percepção popular sobre o governo Lula.
Nos bastidores políticos em Brasília, lideranças partidárias acompanham os números com atenção diante das articulações para as eleições de 2026.
O levantamento também deve aumentar a movimentação entre aliados e opositores do Palácio do Planalto, especialmente após a redução da diferença negativa registrada nos últimos meses.