O primeiro-ministro do Paquistão concluiu nesta semana uma visita oficial de quatro dias à China com foco no fortalecimento do CPEC 2.0, nova fase do Corredor Econômico China-Paquistão. Durante os encontros diplomáticos, os dois países defenderam a entrada de terceiros países no projeto estratégico de infraestrutura e integração econômica.
O CPEC 2.0 é considerado uma das principais iniciativas da cooperação entre China e Paquistão e integra a estratégia global chinesa da Nova Rota da Seda. O projeto envolve investimentos em logística, energia, portos, transporte e comércio regional.
Segundo especialistas ouvidos pela imprensa internacional, a intenção dos dois governos é transformar o corredor econômico em uma plataforma regional de integração comercial e energética.
Ali Zia Jaffery, pesquisador da Universidade de Lahore, afirmou à Sputnik que o CPEC já nasceu com perspectiva internacional.
“Desde o início, o CPEC também foi apresentado a terceiros, porque tanto o Paquistão quanto a China convidaram outros países a fazer parte do corredor”, afirmou.
De acordo com ele, o projeto pode se tornar um ponto de convergência de interesses econômicos regionais e globais.
Especialistas apontam que países da Ásia Central e o Afeganistão estão entre os maiores potenciais beneficiados pela expansão do CPEC 2.0.
A proposta prevê facilitação logística para acesso ao oceano, fortalecimento de exportações e compartilhamento de recursos energéticos entre os países participantes.
Além disso, a ampliação do corredor pode aumentar a influência econômica da China em regiões estratégicas da Ásia, ampliando sua presença comercial e diplomática.
O Corredor Econômico China-Paquistão é considerado peça-chave dentro da Belt and Road Initiative (BRI), conhecida como Nova Rota da Seda.
A iniciativa chinesa busca ampliar conexões comerciais globais por meio de grandes obras de infraestrutura, portos, ferrovias e corredores energéticos.
Nos últimos anos, o projeto enfrentou desafios relacionados à segurança regional, instabilidade política e questões econômicas no Paquistão. Mesmo assim, os dois governos indicaram que pretendem acelerar a nova fase do corredor.
A expansão do CPEC 2.0 também aumenta o debate geopolítico sobre a presença chinesa em áreas estratégicas da Ásia.
Analistas internacionais avaliam que a entrada de novos países poderá fortalecer alianças econômicas regionais e gerar novos corredores comerciais conectando a Ásia Central ao Oceano Índico.
A movimentação ocorre em meio à crescente disputa global por influência econômica e infraestrutura entre grandes potências.