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Governo da Colômbia presta apoio a vítimas da queda de helicóptero no Rio

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Governo da Colômbia presta apoio a vítimas da queda de helicóptero no Rio

O governo colombiano informou que está prestando assistência aos familiares de Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, que morreram na queda de um helicóptero durante um passeio panorâmico no Rio de Janeiro.

A família colombiana estava na cidade para comemorar os 15 anos de Laura Manrique. Parte dos parentes chegou a se dividir para realizar o passeio, e os demais passageiros fariam o mesmo trajeto posteriormente.

Em declaração divulgada nas redes sociais, Diana Páez, cônsul da Colômbia no Rio, afirmou que o consulado mantém contato com as autoridades brasileiras e com os familiares que permanecem no país e na Colômbia.

Segundo ela, o objetivo é garantir orientação e assistência durante os procedimentos necessários para a liberação dos corpos e o retorno das vítimas ao país de origem.

Familiares cobram investigação

Victor Manrique, filho de Rocío e irmão de Wendy, acompanhou os procedimentos no Instituto Médico-Legal (IML) e cobrou uma apuração detalhada sobre as circunstâncias da queda.

O colombiano afirmou que espera que eventuais responsabilidades sejam identificadas e que o caso não seja encerrado simplesmente com o traslado dos corpos para a Colômbia.

Para a família, a investigação é importante para esclarecer o que aconteceu durante o voo e verificar se houve falhas que possam ter contribuído para o acidente.

Identificação das vítimas

Como os corpos foram encontrados carbonizados, os procedimentos de identificação exigem análises específicas. Segundo a defesa da família, apenas Sofia tinha documentação odontológica disponível para comparação imediata.

Por isso, Rocío e Wendy poderão precisar passar por exames de DNA para que a identificação seja concluída oficialmente.

Nas redes sociais, Victor publicou uma homenagem à mãe, à irmã e à sobrinha, lamentando a perda de três pessoas da família em um único acidente.

A família do piloto Alessandro Rocha também vive o luto. Sven Rocha, filho do comandante, contou que havia comemorado o Dia dos Pais com o pai dois dias antes da tragédia.

Investigação busca causas da queda

O helicóptero envolvido no acidente era um Robinson R44 e estava equipado com uma câmera utilizada para registrar o passeio. O equipamento poderá passar por perícia e eventualmente ajudar os investigadores a reconstruir os momentos anteriores à queda.

O Cenipa é responsável pela investigação das causas do acidente. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os certificados da empresa responsável pelo voo estavam regulares.

O perito aeronáutico Daniel Calazans explicou que diferentes hipóteses precisam ser consideradas até que os investigadores concluam a apuração. Entre os fatores que podem ser analisados estão condições meteorológicas, vento, umidade e possíveis questões relacionadas à operação da aeronave.

Voos panorâmicos foram suspensos

A empresa Voos Rio Panorâmico informou que suspendeu as operações assim que tomou conhecimento do acidente. Uma representante da companhia também esteve no IML para acompanhar os familiares e afirmou que a prioridade é oferecer suporte aos parentes das vítimas.

O acidente também aumentou a preocupação com a segurança dos voos turísticos na cidade. Em junho, outro acidente envolvendo dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes deixou seis mortos.

Com a nova tragédia, dez pessoas morreram em dois acidentes com helicópteros no Rio em menos de dois meses.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, havia defendido a suspensão temporária dos voos panorâmicos pela Anac enquanto as causas da queda fossem investigadas. A agência informou que trabalharia em conjunto com a Prefeitura para aprimorar a fiscalização do setor.

A apuração do Cenipa deverá esclarecer as circunstâncias da queda e apontar os fatores que contribuíram para o acidente.

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