Um caminhão carregado de peixes tombou na tarde desta terça-feira (4) na Linha Amarela, provocando um longo congestionamento no sentido Barra da Tijuca. O acidente aconteceu após o acesso 1, na altura de Jacarepaguá, e comprometeu uma das principais ligações entre as zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a concessionária Lamsa, responsável pela administração da via, não houve registro de feridos. Apesar disso, o tombamento obrigou a interdição de três das quatro faixas de rolamento, deixando apenas uma liberada para a passagem dos veículos e causando reflexos em diversos trechos da via expressa.
Equipes atuaram na remoção da carga
Logo após o acidente, equipes da concessionária foram deslocadas para o local com o objetivo de remover o caminhão e a carga de peixes que ficou espalhada na pista. A operação exigiu a ocupação das faixas interditadas e contribuiu para o aumento das retenções durante a tarde.
Até a publicação desta reportagem, não havia previsão para a liberação total da pista. Motoristas que seguiam em direção à Barra da Tijuca enfrentaram lentidão por vários quilômetros, sendo orientados a redobrar a atenção ao passar pelo trecho afetado.
Operação buscou evitar retenção dentro do túnel
Diante do congestionamento, a Lamsa acionou a chamada Operação Túnel Livre no Túnel da Covanca. A medida consiste na interrupção temporária da entrada de veículos na praça de pedágio e também no acesso ao túnel, permitindo que os automóveis que já estão em seu interior deixem o local antes da entrada de novos veículos.
A estratégia busca evitar que motoristas permaneçam parados dentro do túnel por longos períodos, reduzindo riscos operacionais e melhorando o fluxo quando há ocorrências de grande impacto na Linha Amarela.
De acordo com o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), o trânsito permaneceu com retenções entre a Cidade Universitária (Fundão) e Pilares. Também foi registrado congestionamento entre o Túnel da Covanca e o acesso à Avenida Ayrton Senna, um dos principais corredores viários da Zona Oeste.
Enquanto os trabalhos de remoção seguiam no local, a recomendação era que os condutores buscassem rotas alternativas, sempre que possível, para evitar o trecho mais afetado.