O ativista brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel durante uma missão humanitária destinada à Faixa de Gaza, foi libertado e iniciou o retorno ao Brasil. A informação foi confirmada nas redes sociais do brasileiro e também pela Flotilha da Liberdade Global, organização internacional responsável pela ação marítima.
Segundo as informações divulgadas, Thiago Ávila segue para o Cairo, no Egito, antes de embarcar de volta ao território brasileiro. O ativista foi deportado junto com o espanhol Saif Abukeshek, conforme comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel.
A prisão ocorreu após forças israelenses abordarem o navio da Flotilha da Liberdade, que transportava alimentos, medicamentos e itens de sobrevivência destinados à população da Faixa de Gaza. A ação gerou repercussão internacional e mobilizou entidades de direitos humanos.
De acordo com o Centro Legal para os Direitos das Minorias Árabes em Israel, os ativistas permaneceram em isolamento total durante o período de detenção e teriam sofrido maus-tratos enquanto estavam sob custódia israelense.
A manutenção da prisão de Thiago Ávila provocou críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro, juntamente com autoridades da Espanha, cobrou garantias de segurança para os ativistas e exigiu a libertação imediata dos envolvidos na missão humanitária.
A Flotilha da Liberdade Global afirmou que continuará denunciando o bloqueio imposto à Faixa de Gaza e defendendo ações internacionais voltadas ao envio de ajuda humanitária para a população palestina.
O caso ampliou a pressão diplomática sobre Israel e ganhou repercussão em diversos países, especialmente após denúncias envolvendo as condições enfrentadas pelos ativistas durante a prisão.