O Republicanos mantém negociações com Flávio Bolsonaro apesar de sustentar publicamente que sua posição mais provável na eleição é a neutralidade. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do Globo, nesta segunda-feira (20).
Uma das condições discutidas envolve o presidente do partido, Marcos Pereira. A legenda quer um compromisso para que ele seja indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Outra exigência colocada na mesa é que Flávio Bolsonaro aceite disputar sem buscar a reeleição depois de um eventual mandato. A condição aparece como parte do desenho negociado para um possível apoio do Republicanos.
Mandato único abriria espaço para Tarcísio em 2030
O cálculo do partido passa pela eleição seguinte. Um mandato único de Flávio deixaria livre, em 2030, o caminho para Tarcísio de Freitas disputar o Planalto.
Tarcísio é tratado pelo Republicanos como o nome que a legenda de fato quer lançar ao Palácio do Planalto. A negociação com Flávio, portanto, também envolve a preservação do projeto eleitoral do partido para 2030.
Se o acordo avançar, o Republicanos já teria uma indicação para a vaga de vice. Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, comporia a chapa ao lado de Flávio Bolsonaro.
A presença de Daniella na chapa colocaria um nome ligado ao partido na composição majoritária. Ela comandou a Caixa e aparece nas conversas como a alternativa encaminhada para o posto.
Até a atualização da coluna, não havia anúncio de acordo fechado. As conversas continuavam em andamento, enquanto o Republicanos mantinha a versão de que tende a ficar neutro na eleição.