Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o cadastro eleitoral ganhou 2.291.452 novos eleitores desde as eleições gerais de 2022. Ao todo, 158.745.463 brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno de 2026, marcado para 4 de outubro.
Na votação, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
A maior expansão proporcional ocorreu na Região Norte. O eleitorado regional passou de 12,56 milhões para 13,1 milhões de pessoas, aumento de 4,37%. Com isso, o Norte passou a representar 8,26% do eleitorado nacional.
Norte lidera crescimento proporcional entre as regiões
Além do Norte, o Centro-Oeste também registrou crescimento acima da média nacional. A região ganhou 457.678 eleitores desde 2022, alta de 3,97%, e agora concentra 7,56% dos brasileiros aptos a votar.
O Nordeste chegou a 43.529.845 eleitores, crescimento de 2,69% em relação ao último pleito geral. A região mantém a segunda maior participação no eleitorado do país, com 27,42% do total.
No Sul, o número de eleitores aumentou 1,34% e alcançou 22.861.012 pessoas aptas a participar das eleições de 2026.
Apesar de continuar sendo a região com o maior número de eleitores, o Sudeste foi o único local do país a registrar queda no cadastro eleitoral desde 2022.
O número de eleitores caiu de 66.707.465 para 66.329.375, uma retração de 0,56%. A participação da região no eleitorado brasileiro também diminuiu, passando de 42,64% para 41,78%.
São Paulo continua como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores, equivalente a 21,48% do total nacional. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 16.377.659; Rio de Janeiro, com 12.857.000; Bahia, com 11.321.005; e Paraná, com 8.609.026.
Somados, os cinco Estados concentram 83.268.916 eleitores, o equivalente a 52,45% de todo o eleitorado brasileiro.
Roraima tem maior crescimento entre os Estados
Entre os Estados, Roraima registrou a maior alta proporcional do eleitorado, com crescimento de 9,63% em comparação com 2022. Tocantins aparece em seguida, com aumento de 8,07%, enquanto Mato Grosso teve expansão de 6,84%.
Na outra ponta, o Rio de Janeiro apresentou crescimento de apenas 0,23% no período e chegou a 12.857.000 eleitores aptos a votar em 2026.
Outro destaque foi o aumento do eleitorado brasileiro residente no exterior. O número de cidadãos aptos a votar fora do país chegou a 918.876, alta de 31,82% em relação aos 697.078 registrados em 2022.
Mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores
As mulheres permanecem como maioria do eleitorado brasileiro. Em 2026, são 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total.
Em 2022, elas representavam 52,65%, com 82.373.164 eleitoras. Já o eleitorado masculino passou de 74.044.065 para 74.845.001 pessoas, crescimento de 1,08% no período.
Os dados do TSE também apontam mudanças no perfil etário do eleitorado. A faixa de 40 a 44 anos reúne o maior número de eleitores, com 15.994.391 pessoas, seguida pelos grupos de 45 a 49 anos, 35 a 39 anos, 30 a 34 anos e 25 a 29 anos.
Eleitorado brasileiro apresenta sinais de envelhecimento
O grupo de eleitores com 60 anos ou mais aumentou de 32,9 milhões para 37,5 milhões entre 2022 e 2026. Com isso, a participação dessa faixa etária subiu de 21,02% para 23,60% do eleitorado nacional.
Em sentido contrário, os eleitores entre 21 e 34 anos perderam espaço proporcional no cadastro eleitoral. A participação desse grupo caiu de 28,01% para 25,85% no período.
O cadastro também reúne 3.571.159 eleitores com 18 anos ou menos, o equivalente a 2,25% do eleitorado brasileiro. O número representa uma redução de 606.468 registros nessa faixa etária em comparação com as eleições gerais de 2022.
O Nordeste concentra o maior número de eleitores de até 18 anos, com 1.315.104 jovens aptos a votar. Depois aparecem Sudeste, com 1.074.280; Norte, com 478.070; Sul, com 410.993; e Centro-Oeste, com 283.436.
Cadastro eleitoral amplia diversidade racial
Segundo o TSE, as eleições de 2026 terão o cadastro eleitoral mais diverso da série histórica comparável em relação à autodeclaração de raça e cor. Como os dados passaram a ser registrados de maneira consistente a partir das eleições gerais de 2022, a comparação apresentada pelo tribunal considera também os números das eleições municipais de 2024.
O volume de registros sem informação de raça ou cor caiu de 140 milhões para 126 milhões. Ao mesmo tempo, cresceu o número de eleitores que declararam essa informação no cadastro.
Entre os registros, o número de pessoas pardas passou de 8,5 milhões para 16,9 milhões. O contingente de pessoas pretas aumentou de 1,8 milhão para 3,6 milhões, enquanto o de indígenas subiu de 155,6 mil para 287,1 mil.
Também houve crescimento entre pessoas amarelas, de 114,3 mil para 229,5 mil, e entre pessoas brancas, de 5,2 milhões para 11,7 milhões. Os números mostram mudanças importantes no perfil do eleitorado registrado para as eleições de 2026.