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André Mendonça cobra ação contra dinheiro que financia crime no Rio de Janeiro

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André Mendonça cobra ação contra dinheiro que financia crime no Rio de Janeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou nesta segunda-feira (10) que o Rio de Janeiro enfrenta uma crise de segurança pública que exige uma resposta integrada das instituições. Para ele, o combate ao crime organizado deve ir além das ações ostensivas e atingir principalmente o fluxo financeiro que sustenta as organizações criminosas.

A declaração foi feita durante a abertura da série “Diálogos com o Judiciário”, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro do Rio. O evento discutiu segurança jurídica e sua relação com o ambiente de negócios e o desenvolvimento econômico.

Ministro defende ataque à estrutura financeira

Mendonça argumentou que as organizações criminosas têm como principal objetivo a obtenção de recursos e, para manter suas atividades, utilizam mecanismos como corrupção, controle territorial e violência.

“O crime organizado sobrevive e vive para auferir resultados financeiros. Ele se estrutura, ele entra na política para isso, ele corrompe autoridades para isso, ele domina território para isso, ele pratica violência para isso”, afirmou.

Na avaliação do ministro, uma das principais estratégias para enfraquecer esses grupos é interromper os recursos que financiam suas estruturas. Ele também defendeu maior integração entre os setores de inteligência, o Poder Judiciário, o Ministério Público e as forças de segurança.

Mendonça cobra integração e investimentos

O ministro afirmou que a situação da segurança pública no estado não pode ser tratada como um problema exclusivamente social e cobrou uma atuação coordenada das instituições.

“Nós temos que ter um denominador comum em relação ao Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro tem uma crise de segurança. Não dá para tapar o sol com a peneira”, declarou.

Mendonça também destacou a necessidade de investimentos e qualificação das forças policiais. Segundo ele, é fundamental garantir profissionais preparados e instituições capazes de manter a confiança da população.

“É preciso ter forças de segurança bem treinadas, qualificadas, sérias e íntegras. É preciso, nesse contexto, tirar pra fora aquilo que não corresponde ao ideal de confiança que a sociedade deposita nas suas instituições e ter consciência que, sim, haverá efeitos colaterais”, disse.

Ao abordar a atuação das organizações criminosas, o ministro comparou determinadas práticas a métodos utilizados em ações terroristas, citando o uso de armamentos, táticas de atuação e domínio territorial.

“Combater um crime organizado que muito se assemelha a práticas de terrorismo em função dos armamentos que utilizam, as táticas que se valem e domínio de território”, afirmou.

O evento da Firjan reuniu representantes do Judiciário e do setor produtivo para discutir os impactos da segurança jurídica sobre a atividade econômica. Para Mendonça, o enfrentamento à criminalidade precisa envolver diferentes instituições e combinar ações de inteligência, repressão, investigação e desarticulação financeira.

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