O número de mortos já passa de 100, numa rápida escalada da tragédia que mobiliza equipes de resgate em diferentes regiões do país. Mais cedo, , mas novas mortes foram confirmadas à medida que os trabalhos avançaram nas áreas mais atingidas.
Além dos mais de 100 mortos, pelo menos 87 pessoas ficaram feridas. O cenário ainda é considerado crítico porque há edifícios que desabaram e vítimas presas sob os escombros, principalmente no oeste colombiano.
O terremoto ocorreu às 7h34, no horário local, com epicentro nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó. O tremor aconteceu a cerca de 100 quilômetros de profundidade e foi sentido com força em grandes cidades, entre elas Bogotá e Cali.
Apesar da intensidade do abalo, não houve alerta de tsunami.
Balanço aumenta em poucas horas
A dimensão da tragédia ficou mais clara ao longo desta segunda-feira. Em balanço divulgado mais cedo e publicado pela , o número de mortos havia alcançado 80. Na ocasião, as autoridades já alertavam que os números poderiam aumentar com o avanço das buscas.
As mortes estão distribuídas por diferentes regiões. Pelo menos 27 foram registradas em Valle del Cauca e 47 na região metropolitana de Pereira. Também há vítimas fatais confirmadas em Chocó, Manizales e Antioquia.
Em Cali, uma das cidades mais afetadas, dezenas de estruturas sofreram colapsos e há pessoas presas. O prefeito Alejandro Eder solicitou o apoio de equipes de resgate de Bogotá e Medellín. Drones também estão sendo utilizados para auxiliar na localização de sobreviventes.
Em Pereira, o prefeito Mauricio Salazar resumiu a gravidade do cenário em entrevista à Caracol Radio.
“Lamentavelmente (…) a situação é crítica”, afirmou.
Destruição se espalha pelo país
A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, informou que a região registra “feridos” e “danos graves nas edificações”. Imagens divulgadas após o terremoto mostram prédios destruídos e equipes trabalhando entre os escombros.
Em Pereira e Manizales, casas e outras construções também foram atingidas. Moradores relataram interrupções no fornecimento de energia elétrica e nos serviços de telefonia.
“Não há eletricidade nem sinal de celular; foi muito forte, fortíssimo, caíram coisas dentro de casa”, relatou à AFP Martha Estrada, de 66 anos.
Em Bogotá, prédios foram evacuados e moradores correram para as ruas após sentirem o tremor. Segundo o prefeito Carlos Galán, os primeiros levantamentos na capital indicaram principalmente rachaduras superficiais em imóveis.
O terremoto também foi sentido no Equador, Panamá e Venezuela. No Panamá, alguns hospitais foram esvaziados preventivamente.
Governos estrangeiros começaram a oferecer ajuda. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país dará “todo o apoio que a Colômbia necessitar”. Israel também colocou assistência à disposição.
As operações de busca continuam, e o balanço de mortos e feridos ainda pode aumentar.