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Advogado Vitor Travancas afirma que denúncias anteriores antecederam prisão de Didê

Advogado afirma que representações protocoladas anteriormente apontavam irregularidades envolvendo o presidente do Instituto Rio Metrópole; investigação do MPRJ resultou em prisão preventiva.

Expresso Rio

O advogado Victor Travancas declarou, por meio de suas redes sociais, que as representações e denúncias apresentadas por ele ao longo do último ano antecederam a investigação que culminou na prisão preventiva de Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM).

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Davi Perini Vermelho | Foto: Reprodução

Segundo Travancas, as informações encaminhadas aos órgãos competentes foram protocoladas há mais de um ano e tratavam de supostas irregularidades relacionadas à atuação do dirigente público. Em sua publicação, o advogado afirmou que acompanhou o caso durante todo esse período e considerou que os desdobramentos da operação representam uma confirmação das suspeitas que havia levado às autoridades.

A prisão de Didê ocorreu durante uma operação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Conforme divulgado pelo órgão, a investigação apura um suposto esquema de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e contratos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo o Instituto Rio Metrópole. Segundo o MPRJ, 11 pessoas foram denunciadas e seis mandados de prisão preventiva foram expedidos. A investigação estima um possível prejuízo de aproximadamente R$ 86,2 milhões aos cofres públicos.

Nas redes sociais, Travancas afirmou que vinha denunciando Didê desde o ano anterior e que também havia abordado o tema em entrevistas e participações em programas de comunicação. As declarações refletem o posicionamento pessoal do advogado e integram o debate público sobre o caso.

As afirmações feitas por Travancas sobre outras pessoas ou sobre supostas organizações criminosas não constam, necessariamente, como fatos reconhecidos judicialmente nos documentos públicos disponíveis até o momento e, por isso, devem ser tratadas como declarações atribuídas ao advogado.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público, a investigação teve origem na apuração de possíveis irregularidades em contratos e procedimentos administrativos ligados ao Instituto Rio Metrópole. A operação incluiu o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro.

A operação amplia a pressão sobre a administração pública estadual e reacende o debate sobre mecanismos de controle de gastos, fiscalização de contratos e transparência na gestão de recursos públicos. Casos dessa natureza costumam gerar repercussões administrativas, políticas e judiciais, especialmente quando envolvem dirigentes de órgãos estratégicos.

Até a publicação desta matéria, não havia sido localizada manifestação pública da defesa de Didê sobre as declarações feitas por Victor Travancas. A reportagem registra que a prisão preventiva não representa condenação definitiva, e que os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo. O espaço permanece aberto para manifestações dos citados.

O processo seguirá sob análise do Poder Judiciário. Caberá ao Ministério Público apresentar as provas reunidas durante a investigação, enquanto as defesas poderão contestar as acusações e requerer medidas processuais. O mérito das denúncias será apreciado nas etapas seguintes da ação penal, respeitando o devido processo legal.

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