Três turistas colombianas estão entre as quatro vítimas da queda de um helicóptero ocorrida neste sábado (8), na região da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique estavam a bordo da aeronave Robinson 44, que caiu em uma área de mata de difícil acesso.
Além das três estrangeiras, morreu o piloto Alessandro Rocha. Os quatro ocupantes morreram carbonizados após o helicóptero explodir ao atingir uma encosta. O impacto provocou um incêndio na vegetação, que precisou ser combatido por equipes especializadas do Corpo de Bombeiros.
A ocorrência foi registrada às 11h11. Os destroços foram encontrados por militares do Grupamento de Operações Aéreas em uma região íngreme e com trechos de precipício, o que dificultou o deslocamento das equipes até o local do acidente.
Região do acidente é de difícil acesso
As passageiras foram identificadas como Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. As três eram turistas colombianas que estavam no helicóptero no momento da queda.
A presença das estrangeiras entre as vítimas mobilizou equipes de resgate em uma área de mata próxima a um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio. A Vista Chinesa é frequentada por turistas, atletas e visitantes, mas a região onde ocorreu o acidente apresenta acesso restrito e terreno acidentado.
Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais foram mobilizados para a ocorrência. O incêndio provocado pelo combustível da aeronave foi controlado e posteriormente extinto pelos bombeiros.
Terreno dificulta retirada dos corpos
O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, afirmou que as condições do terreno são o principal desafio para a operação.
“A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou.
Segundo o oficial, o incêndio já estava completamente controlado. “Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, afirmou.
Com as chamas controladas, os bombeiros passaram a buscar formas mais rápidas e seguras de acesso para permitir a atuação da perícia da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
“Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje”, disse Contreiras.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da queda e as causas que levaram o Robinson 44 a atingir a encosta. A retirada dos corpos também depende das condições de segurança encontradas pelas equipes no local.