A influenciadora bolsonarista Pietra Bertolazzi comparou ataques que atribui a fãs do BTS à perseguição promovida pelo Partido Nazista contra católicos e conservadores. Em vídeo nas redes sociais, ela disse que enfrenta “um exército de adolescentes bandidos que se escondem atrás da tela do computador” por defender valores ligados à família e ao cristianismo.
A nova manifestação ocorreu após a repercussão de postagens em que Pietra chamou integrantes do grupo sul-coreano de “afeminados, vaidosos e cheios de caras e bocas”. As declarações provocaram reações de armys, como são conhecidos os fãs do BTS, e a influenciadora afirmou ter sido alvo de ataques virtuais.
Ela declarou que desconhecidos expuseram dados pessoais nas redes sociais, fizeram sua filiação ao PT sem autorização e a inscreveram para trabalhar como mesária nas eleições de outubro. Pietra também relatou mais de 70 transações bancárias realizadas em seu nome.
A Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo investiga o caso. Pietra afirmou que já toma medidas legais contra os responsáveis pelos ataques e pelas supostas fraudes.
Pietra Bertolazzi afirmou ter sido vítima de crimes após a polêmica envolvendo o BTS. A influenciadora disse que criminosos abriram contas bancárias em seu nome e fizeram tentativas de compras com seus dados. Ela também voltou a ironizar a reação de parte dos fãs do grupo. pic.twitter.com/zp7sChSeZx
— Congresso em Foco (@congressoemfoco) July 30, 2026
Influenciadora cita nazismo e promete medidas legais
No vídeo, Pietra afirmou que a omissão diante do crescimento do nazismo trouxe “consequências definitivas”. “Levaram o vizinho católico, conservador, empresário, e você não se incomodou. A fila mudou de década e de alvo, mas ela continua andando”, disse.
Ela acrescentou que o nazismo “não tomou a Alemanha em uma noite” e associou esse processo a uma narrativa repetida ao longo dos anos. A comparação foi feita ao falar sobre a mobilização de fãs do grupo contra ela.
Em outra publicação, Pietra pediu desculpas em tom irônico por ter chamado os artistas de “afeminados”. Ela disse que seria preciso “muita virilidade” para reunir “um exército de mais de 400 milhões de pessoas”.
Ao contrastar o tamanho do fandom com sua fé católica, a influenciadora afirmou: “Alguns confiam em exércitos [army, em inglês], mas eu confio no Senhor dos Exércitos”. Ela também declarou que perdoar os ataques não elimina a responsabilização judicial: “O perdão é meu, mas o processo é do Estado”.