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Flávio Bolsonaro troca marqueteiros pela segunda vez e chama Duda Lima

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Flávio Bolsonaro troca marqueteiros pela segunda vez e chama Duda Lima

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trocou pela segunda vez o comando de marketing de sua campanha ao Palácio do Planalto e escolheu o publicitário Duda Lima para a função. O anúncio ocorreu na quinta-feira (30), com o desligamento de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer.

Oltramari e Fischer haviam assumido a equipe havia dois meses, quando substituíram Marcello Lopes, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro. A nova mudança recoloca Duda Lima no centro da estratégia eleitoral do senador.

Duda Lima trabalhou na campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando o então presidente perdeu a reeleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O publicitário também comandou a campanha de Ricardo Nunes (MDB), eleito prefeito de São Paulo em 2024.

O nome de Duda Lima já havia sido discutido para a campanha de Flávio Bolsonaro no início do ano. Naquele momento, ele recusou o convite para integrar os planos eleitorais do filho mais velho de Jair Bolsonaro.

Duda Lima manteve trabalhos de consultoria para o PL

Mesmo sem assumir inicialmente a coordenação da campanha, o publicitário continuou a prestar consultorias ao PL. Agora, ele passa a comandar a comunicação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Na disputa municipal paulistana de 2024, Duda Lima ganhou projeção após levar um soco de um integrante da campanha de Pablo Marçal durante um debate. Ele trabalhava para Ricardo Nunes na eleição que garantiu a permanência do emedebista na prefeitura.

Entre os trabalhos de Duda Lima para o PL está o roteiro de um vídeo protagonizado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que viralizou ao levantar dúvidas sobre uma suposta cobrança de taxas sobre o Pix pelo governo Lula.

Hacker de Araraquara

O novo marqueteiro do PL foi citado por Walter Delgatti Neto durante depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, em agosto de 2023. O hacker afirmou que o publicitário participou, na sede do PL, de uma discussão sobre ações para desacreditar as urnas eletrônicas antes da eleição de 2022. Segundo Delgatti, uma das ideias era produzir uma demonstração com um código criado pelo próprio hacker ,e não pelo TSE, para simular que o voto dado a um candidato poderia ser computado para outro.

Duda Lima negou a acusação e afirmou que jamais participou de uma reunião com Delgatti, Carla Zambelli e Valdemar Costa Neto. Segundo o marqueteiro, ele apenas encontrou o hacker ocasionalmente em uma escada da sede do partido e encerrou a conversa ao descobrir quem ele era. A CPMI recebeu pedidos para convocar Duda e quebrar seus sigilos telefônico e telemático, mas as medidas não avançaram.

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