O advogado Marco Aurélio de Carvalho criticou a abertura de um novo inquérito da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e afirmou que a decisão passa a impressão de uma “pesca probatória”.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a instauração da investigação, que saiu do inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A nova apuração deve investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde em negócios ligados à cannabis medicinal.
Carvalho sustentou que a investigação sobre o esquema no INSS não encontrou elementos que vinculassem Lulinha ao caso. “A notícia deveria ser que não achou absolutamente nada, absolutamente nada que tenha relação direta ou indireta com o Fábio no bojo das investigações do INSS”, afirmou.
Defesa cita negócios de Roberta Luchsinger
O advogado disse que Lulinha poderá demonstrar no novo inquérito que não tem relação com negócios empresariais da empresária Roberta Luchsinger, mencionada nas apurações.
“Recebemos, portanto, com estranheza, mas com tranquilidade”, concluiu Carvalho ao comentar a decisão que autorizou o desmembramento da investigação.
O defensor também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devolveu “as instituições de Estado ao Estado brasileiro” e que a Polícia Federal recuperou independência e autonomia no atual governo.
Ao comparar os governos, Carvalho citou Jair Bolsonaro e disse que o ex-presidente trocou cinco diretores-gerais da Polícia Federal para proteger familiares e aliados, prática que, segundo ele, Lula não adotaria.