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Vendaval no RJ fecha escolas e afeta serviços na Baixada

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Vendaval no RJ fecha escolas e afeta serviços na Baixada

Os estragos provocados pelo vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro na quarta-feira (29) continuam afetando a rotina da Baixada Fluminense. Nesta quinta-feira (30), as prefeituras de Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e Mesquita suspenderam as aulas da rede municipal de ensino devido aos danos causados pelas rajadas de vento, que chegaram a 105 km/h em alguns pontos do estado.

Em Nova Iguaçu, a prefeitura informou que as unidades escolares passarão por vistorias antes da retomada das atividades. A mesma medida foi adotada por Nilópolis e Queimados, que decidiram manter as escolas fechadas até que as estruturas sejam consideradas seguras.

Em Mesquita, além da suspensão das aulas, também foram interrompidas as atividades no CRAS Santo Elias, na Praça PEC, na Vila Olímpica Municipal e no Circo Sebinho. O município ainda enfrenta problemas no fornecimento de energia elétrica, que afetaram o funcionamento de serviços públicos.

Sem luz, o Complexo de Saúde São José e as clínicas da família Juscelino, Rocha Sobrinho, Banco de Areia e Jorge Campos tiveram os atendimentos suspensos até o restabelecimento da energia.

A falta de eletricidade também comprometeu o atendimento em São João de Meriti. A prefeitura informou que os centros de saúde Aníbal Viriato e Jardim Sumaré, além das unidades básicas Almir Gonçalves, Guarani, Morro das Pedras, Novo Rio, Vila Jurandir e Vila Norma, permaneceram fechados. Segundo o município, as consultas marcadas serão remarcadas e os pacientes serão comunicados sobre as novas datas.

Além da suspensão de serviços públicos, o vendaval provocou queda de árvores, postes e interrupções no transporte em diferentes cidades da Região Metropolitana. Em Nova Iguaçu, a imagem de uma caixa d’água caindo de um prédio assustou moradores e impressionou internautas.

Rastro de destruição na capital fluminense

Na capital, a tempestade deixou um rastro de destruição. Em Santa Teresa, o ex-jogador do Botafogo Tássio Maia dos Santos, de 41 anos, e Vandré Cordeiro da Silva morreram após o desabamento de um muro provocado pela força dos ventos. Na Cidade de Deus, Juadson Amorim da Silva, de 57 anos, e os irmãos Wagner Carvalho de Medeiros, de 41, e Marcos Antônio Vieira Filho, de 34, morreram eletrocutados. A Polícia Civil investiga se o rompimento de um fio de alta tensão foi provocado pela ventania.

O município do Rio permanece em Estágio 2 de monitoramento, nível que indica risco de ocorrências de alto impacto. Equipes das concessionárias de energia, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros seguem atuando para reparar os danos e atender as áreas afetadas.

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