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A nova ação do PT contra Flávio Bolsonaro no TSE por uso de inteligência artificial

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A nova ação do PT contra Flávio Bolsonaro no TSE por uso de inteligência artificial

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) por uma rede de conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação pede a retirada imediata de vídeos, imagens e áudios que associam o petista a corrupção, crime organizado, prisão, roubo e situações de ridicularização pessoal.

Protocolada na quinta-feira (30), a representação tem mais de 200 páginas e reúne centenas de publicações identificadas nas redes sociais. A federação estima que o material alcançou cerca de 10 milhões de pessoas.

Os advogados apontam um suposto esquema de produção, divulgação, ampliação de alcance e financiamento de propaganda eleitoral negativa. Parte dos conteúdos usa voz ou imagem manipulada de Lula, além de jingles, para circulação sobretudo no TikTok e no Instagram.

Mais de 30 perfis entraram no mapeamento apresentado ao tribunal. Juntos, eles somam cerca de 1,46 milhão de seguidores e mais de 23 mil publicações, segundo os dados levados pela coligação.

Pedido inclui dados de perfis e bloqueio de monetização

A representação sustenta que os responsáveis usam páginas anônimas para impulsionar a reprodução dos vídeos e que, depois, o conteúdo chega a perfis oficiais de parlamentares e do próprio pré-candidato do PL à Presidência. A federação também cita possível financiamento por criptomoedas.

Entre os perfis apontados está o de Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e primo de Flávio Bolsonaro. Léo Índio é foragido da Justiça brasileira.

Em pedido liminar, a Federação Brasil da Esperança quer que o TSE determine ao TikTok e ao Instagram a remoção das postagens listadas no processo. A ação busca interromper a circulação dos materiais antes de uma decisão definitiva sobre o caso.

Os advogados também pedem que as plataformas preservem e forneçam dados cadastrais e registros de conexão dos perfis mapeados, para identificar seus responsáveis. A coligação solicita ainda a suspensão de eventuais monetizações recebidas pelos donos das contas envolvidas.

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