A personal trainer niteroiense Márcia Rocha garantiu um lugar para o Brasil no pódio no Gomeisa Ultimate Battle Pro, disputado no último sábado (25), em Medellín, na Colômbia. A competição marcou a estreia da atleta na liga profissional de fisiculturismo, ficando em quarto lugar na categoria Bikini, o melhor resultado entre as brasileiras na competição.
Márcia enfrentou outras 14 competidoras de diferentes nacionalidades e ficou no ranking das cinco primeiras colocadas. O título foi conquistado pela grega Rania Stamatiadou, seguida por Sharon Ramos, da República Dominicana, e Cassandra De La Rosa, do México. A colombiana Shelsy Quintana Garces terminou em quinto lugar.
“Competir nesse nível, ao lado de atletas veteranas e renomadas de diversos países, foi uma experiência inesquecível e um enorme aprendizado. Conquistar um lugar entre as melhores logo na estreia tem um significado muito especial para mim”, afirmou Márcia.
Do título amador à estreia profissional
A estreia na liga profissional ocorreu poucos meses depois de a niteroiense conquistar o Pro Card, credencial que permite a participação nos principais torneios profissionais da modalidade. A vaga foi obtida com o título do Olympia Amateur Brasil, realizado em outubro de 2025, em São Paulo.
Márcia destacou que a nova conquista representa a continuidade de uma trajetória construída ao longo dos últimos anos. “Agora, poucos meses depois, tive a felicidade de subir novamente ao pódio, desta vez na minha estreia como atleta profissional. Sinto um enorme orgulho por representar o Brasil em um palco internacional”, declarou.
Além de competir, Márcia trabalha como personal trainer e cursa Nutrição, com previsão de formatura em 2027. Para conciliar os atendimentos aos alunos com treinos, dieta, exercícios cardiovasculares e a preparação para os campeonatos, a atleta começa a rotina às 3h50.
“Nem sempre existe motivação, mas existe compromisso com os meus objetivos. Aque o talento abre portas, mas são a disciplina, a dedicação e a constância que mantêm essas portas abertas”, afirmou.
A atleta destacou ainda a presença do país entre as principais forças do esporte. “O fisiculturismo brasileiro é uma referência mundial, e fazer parte dessa história é uma honra”, completou.