O governo de Donald Trump encerrou nesta quinta (13) os programas e treinamentos de diversidade, equidade e inclusão destinados ao Serviço Exterior dos Estados Unidos, área responsável pela formação e pela atuação de diplomatas americanos.
O Departamento de Estado afirmou que a decisão integra uma reforma para priorizar critérios de mérito e competências diplomáticas práticas. A pasta sustentou que a administração anterior, de Joe Biden, havia incorporado conteúdos ligados à diversidade aos cursos para novos diplomatas.
Uma revisão interna identificou materiais sobre teoria racial crítica, racismo sistêmico, privilégio branco, linguagem inclusiva e uso de pronomes não binários entre os conteúdos oferecidos na formação.
O departamento também apontou orientações para que integrantes do Serviço Exterior tratassem de diversidade e inclusão em reuniões com representantes de governos estrangeiros e ampliassem seus conhecimentos sobre o tema.
Departamento de Estado cita segurança e mérito na mudança
Em comunicado, a pasta defendeu que os diplomatas atuam como “a primeira linha de defesa do país contra potências hostis, terroristas, o tráfico de narcóticos, a imigração ilegal e outras ameaças à segurança, à proteção e à prosperidade do povo americano”.
O governo Trump classificou as iniciativas de diversidade como ideológicas e alegou que elas desviavam o foco dos objetivos da política externa americana, além de criar divisões dentro da instituição.
O documento reforçou ainda o uso de termos que o governo considera tecnicamente precisos, entre eles “alienígena ilegal” para se referir a imigrantes em situação irregular.
A medida faz parte da ofensiva da administração Trump contra políticas de diversidade em órgãos federais. O Departamento de Estado informou que seguirá com mudanças na estrutura do Serviço Exterior e convidou novos candidatos a ingressar na carreira diplomática.