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Luigi Mangione pode admitir culpa em ação federal ligada à morte de CEO

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Luigi Mangione pode admitir culpa em ação federal ligada à morte de CEO

Luigi Mangione, de 28 anos, deve se declarar culpado nesta sexta-feira (14) em uma ação federal em Manhattan ligada à morte de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, em 2024. A informação foi publicada pelo New York Times‘.

A acusação federal atribui a Mangione o crime de perseguição que resultou em morte, com possibilidade de prisão perpétua. O processo não o acusa formalmente de homicídio, embora esteja relacionado à morte do executivo do setor de seguros de saúde.

Ainda não há confirmação sobre quais acusações Mangione pretende admitir. Pessoas ouvidas pelo jornal afirmaram que a decisão pode mudar durante a própria audiência, enquanto os advogados do réu não comentaram as negociações.

Questionado sobre o caso em uma entrevista coletiva, o principal promotor federal de Manhattan, Jamie McDonald, respondeu: “Isso é tudo o que podemos dizer neste momento”.

A possível declaração de culpa ocorre a menos de um mês do julgamento estadual de Mangione, marcado para 8 de setembro. A ação na Justiça de Nova York trata diretamente da morte de Thompson.

A defesa pode usar um eventual acordo federal para tentar derrubar as acusações estaduais, sob o argumento de que Mangione não pode responder duas vezes pelos mesmos fatos. A Promotoria de Manhattan deve contestar essa tese.

Em carta enviada à Justiça, o promotor Joel Seidemann afirmou que “quaisquer declarações de culpa nesses assuntos precisam levar em conta a gravidade dos crimes do réu, a perda de uma vida inocente e o impacto desses crimes na família da vítima”. Até agora, Mangione havia se declarado inocente em todas as acusações nas duas esferas.

Os processos perderam acusações ao longo do andamento. Em janeiro, a juíza federal Margaret Garnett derrubou duas imputações, incluindo uma que poderia abrir caminho para pena de morte; no caso estadual, o juiz Gregory Carro rejeitou a acusação de terrorismo e manteve, entre outras, a de homicídio em segundo grau, que prevê de 25 anos de prisão à prisão perpétua.

O caso também provocou disputa entre o Departamento de Justiça do governo Donald Trump e a Promotoria de Manhattan, comandada por Alvin Bragg. Após a posse de Trump, o governo federal indicou que buscaria acelerar sua ação e tentou definir qual das duas frentes julgaria Mangione primeiro.

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