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Sobreviventes relatam drama após surto de hantavírus em cruzeiro

Expresso Rio

Dois passageiros que sobreviveram ao surto de hantavírus registrado no navio MV Hondius decidiram compartilhar os momentos de desespero enfrentados após serem infectados pela doença. O caso ganhou repercussão internacional após a confirmação de mortes e internações graves ligadas à embarcação que partiu da Argentina para uma viagem pelo Atlântico.

O canadense Lorne Warburton contou à BBC que os primeiros sintomas surgiram de forma semelhante à covid-19. Segundo ele, o quadro começou com dores no corpo, fadiga intensa e dificuldade para respirar. Em poucos dias, a situação piorou rapidamente.

Warburton precisou ser internado às pressas e permaneceu ligado a aparelhos de suporte à vida por cerca de três semanas. Ao relembrar o período, descreveu a experiência como um verdadeiro “inferno na terra”.

Outro sobrevivente, o alemão Christian Ege, afirmou que começou a apresentar vômitos, tontura e sintomas fortes de gripe antes de ser hospitalizado na Alemanha. Durante o tratamento, ele desenvolveu insuficiência renal e sepse, condição grave causada por infecção generalizada.

Ege precisou ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou por sessões de diálise enquanto recebia cuidados médicos intensivos.

Os relatos vieram à tona após o surto associado ao navio MV Hondius, embarcação de expedição que realizou uma viagem saindo da Argentina. Até o momento, ao menos três passageiros morreram em decorrência da doença.

Outros pacientes foram transferidos para tratamento médico na Holanda, enquanto autoridades de saúde acompanham os desdobramentos do caso.

A situação aumentou o alerta internacional sobre o hantavírus, uma infecção considerada rara, mas extremamente perigosa em casos graves.

O que é o hantavírus

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres contaminados. A infecção pode ocorrer por meio do contato direto ou pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais.

A doença pode atingir órgãos importantes, como pulmões, coração e rins, e evoluir rapidamente dependendo da gravidade do quadro clínico.

Entre os sintomas mais comuns estão:

febre;

dores musculares;

fadiga;

falta de ar;

tontura;

vômitos;

insuficiência respiratória.

Especialistas alertam que ambientes fechados ou contaminados podem facilitar a disseminação do vírus.

Os relatos dos sobreviventes mostram como a doença pode evoluir rapidamente e provocar complicações severas. Em situações mais críticas, pacientes podem precisar de ventilação mecânica, suporte renal e acompanhamento em UTI.

Até o momento, autoridades seguem investigando as circunstâncias do surto e monitorando possíveis novos casos ligados à viagem do MV Hondius.

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