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Frederico Paes reorganiza equipe e coloca desenvolvimento no centro do governo

Expresso Rio

Frederico Paes promoveu uma nova reorganização na Prefeitura de Campos. Felipe Knust assume o Desenvolvimento Econômico, Edmar Ptak passa à subsecretaria e Geraldo Coutinho e Luiz Mário Concebida entram no Gabinete do Prefeito. A nova estrutura terá como foco investimentos, grandes projetos, integração com o Porto do Açu e geração de oportunidades.

O prefeito Frederico Paes promoveu uma nova reorganização na estrutura da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, desta vez concentrada na política de desenvolvimento econômico e no acompanhamento de projetos considerados estratégicos para o município. As mudanças foram publicadas em edição suplementar do Diário Oficial de 10 de agosto e incluem a chegada de Geraldo Coutinho e Luiz Mário Concebida ao Gabinete do Prefeito, além da promoção de Felipe Knust ao comando da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da entrada do empresário Edmar Ptak como subsecretário.

A movimentação representa mais do que uma simples troca de nomes. Segundo as informações divulgadas pela administração municipal, a proposta é criar uma estrutura capaz de articular secretarias, iniciativa privada e outras esferas de governo em torno da atração de investimentos e de projetos de infraestrutura e desenvolvimento. Publicação desta terça-feira (11) baseada em informações da Secretaria Municipal de Comunicação também confirma as quatro mudanças e informa que as novas funções no Gabinete serão estruturadas sem aumento de despesas para o município.

No Gabinete do Prefeito, Geraldo Coutinho passa a exercer a função de Assessor Especial de Desenvolvimento Estruturante. Já o jornalista Luiz Mário Concebida assume como Assessor Executivo de Projetos. A expectativa é que a dupla trabalhe de forma transversal, acompanhando iniciativas que dependem da participação simultânea de diferentes órgãos da administração e da interlocução com empresas, investidores e governos.

Entre as frentes citadas pela Prefeitura estão projetos de grande impacto potencial para a economia campista: Zona Especial de Negócios (ZEN), Zona de Processamento de Exportação (ZPE), Terminal Farol–Barra do Furado, novos distritos industriais e integração logística e industrial com o Porto do Açu.

O desenho também prevê atuação na prospecção de investimentos nacionais e internacionais. Na prática, a administração tenta aproximar a política econômica municipal dos grandes vetores de investimento existentes no Norte Fluminense, especialmente da cadeia portuária, industrial e energética que se desenvolveu em torno do complexo do Açu.

Para Campos, essa articulação é particularmente relevante porque a dimensão econômica desses projetos ultrapassa os limites municipais. Logística, indústria, petróleo, gás, energia e infraestrutura formam uma cadeia regional na qual decisões tomadas em Campos, São João da Barra e municípios vizinhos podem produzir efeitos sobre emprego, arrecadação, instalação de empresas e demanda por serviços.

A nova estrutura, portanto, será medida não apenas pelas nomeações anunciadas, mas pela capacidade de converter planejamento e articulação institucional em projetos efetivamente executados, novos empreendimentos e oportunidades de trabalho.

Outra mudança ocorre diretamente na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Felipe Knust, que ocupava a subsecretaria, passa a comandar a pasta. Edmar Ptak assume a função de subsecretário.

A alteração mantém parte da estrutura já existente, mas redefine quem ficará à frente da política econômica municipal. Caberá à secretaria participar da interlocução com empresas e investidores e acompanhar iniciativas destinadas a ampliar a atividade econômica e a implantação de empreendimentos em Campos.

Marcelo Neves, que acumulava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico sem ônus, deixa essa atribuição e passa a concentrar sua atuação na área de Energia, Petróleo e Gás. A divisão sinaliza uma tentativa de especializar duas frentes que se cruzam, mas possuem agendas próprias: de um lado, desenvolvimento empresarial e atração de investimentos; de outro, a cadeia energética regional.

A movimentação desta semana não é a primeira alteração estrutural promovida por Frederico Paes desde que assumiu o comando do Executivo municipal.

Em abril, outra reorganização administrativa criou a Secretaria Municipal de Relações Institucionais e modificou dezenas de cargos da Prefeitura. Na ocasião, aproximadamente 40 cargos em comissão foram extintos e cerca de 30 foram criados por compensação administrativa.

Também foram feitas mudanças em postos estratégicos, entre elas as nomeações para Secretaria de Governo, Chefia de Gabinete, Procuradoria e Empresa Municipal de Habitação. A sequência demonstra que Frederico vem imprimindo alterações próprias à estrutura administrativa recebida quando passou a comandar definitivamente o município.

A reorganização de agosto acrescenta agora um componente econômico mais evidente a esse movimento.

O conteúdo-base da informação também aponta, citando s de outro veículo na Prefeitura, que novas mudanças poderiam ocorrer depois das eleições de outubro e que parte relevante da estrutura atual ainda seria remanescente da administração de Wladimir Garotinho.

Esse ponto, porém, deve ser tratado separadamente das nomeações já oficializadas.

Até o momento, as alterações de agosto estão documentadas e foram divulgadas oficialmente. Já uma eventual nova reforma administrativa após as eleições permanece no campo da expectativa política e dependerá de novas decisões do prefeito.

Frederico assumiu a Prefeitura após a saída de Wladimir, que deixou o Executivo municipal em abril de 2026 para disputar outro cargo eletivo. Desde então, mudanças realizadas em diferentes momentos começaram a redesenhar áreas estratégicas da administração.

Para a população, o efeito concreto da reorganização dependerá dos resultados obtidos. A criação de uma estrutura dedicada a projetos estratégicos pode facilitar interlocuções e reduzir a dispersão administrativa, mas nomeações, isoladamente, não significam novos investimentos ou empregos.

O desempenho poderá ser acompanhado por indicadores objetivos: empresas atraídas, investimentos efetivamente anunciados e executados, novos postos de trabalho, projetos destravados, evolução dos distritos industriais e avanços relacionados à ZPE, à ZEN e à integração com o Porto do Açu.

Também será importante observar quanto dos projetos mencionados já possui estudos técnicos, licenciamento, financiamento, cronograma ou compromissos formalizados. Essa distinção permite separar projetos em planejamento daqueles que efetivamente avançaram para execução.

A justificativa apresentada pela administração é que a reorganização pretende estabelecer uma política permanente de desenvolvimento econômico, aumentando a capacidade de prospecção de investimentos e de acompanhamento dos grandes projetos do município.

As nomeações de Knust, Ptak, Coutinho e Concebida, portanto, inauguram uma nova etapa da reorganização administrativa conduzida por Frederico Paes. O próximo teste será prático: mostrar se a nova arquitetura de governo conseguirá transformar articulação institucional, projetos estruturantes e a posição estratégica de Campos no Norte Fluminense em investimentos concretos, atividade econômica e empregos para a população.

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