Pular para o conteúdo

O grupo ultraconservador que levou padre de Jundiaí à excomunhão

o-grupo-ultraconservador-que-levou-padre-de-jundiai-a-excomunhao
O grupo ultraconservador que levou padre de Jundiaí à excomunhão

A Diocese de Jundiaí, em São Paulo, excomungou o padre Rodrigo de Oliveira da Silva após concluir que ele aderiu à Fraternidade Sacerdotal São Pio 10, grupo católico ultraconservador. A medida impede o religioso de exercer licitamente o ministério na Igreja Católica.

A São Pio 10 surgiu em 1970, na Suíça, fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre. Ele criticava reformas do Concílio Vaticano 2º, realizado entre 1962 e 1965.

O grupo rejeita parte das mudanças que ampliaram o diálogo da Igreja Católica com outras religiões e permitiram missas em idiomas locais. Entre suas principais bandeiras está a defesa do rito tridentino, celebrado em latim e anterior ao concílio.

O conflito com Roma se aprofundou em 1988, quando Lefebvre ordenou quatro bispos sem autorização do papa João Paulo 2º. O Vaticano classificou o ato como cismático e aplicou excomunhão automática ao arcebispo e aos bispos ordenados.

Em fevereiro, a liderança da fraternidade anunciou planos para ordenar novos bispos. Após ordenações realizadas em 1º de julho, o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou, no dia seguinte, um decreto e uma nota sobre as consequências canônicas da medida.

Diocese orienta fiéis a evitarem culto coordenado pelo padre

A Diocese de Jundiaí recomendou que os fiéis não participem de atividades no espaço de culto coordenado pelo padre. A nota sustenta que as celebrações e iniciativas pastorais realizadas no local “não estão em comunhão com o papa nem com o bispo de Jundiaí”.

O bispo de Jundiaí, dom Arnaldo Carvalheiro Neto, comunicou a punição em nota pastoral divulgada após decisão anunciada em 6 de agosto. O documento afirma que a adesão colocou o padre em “situação de cisma e de excomunhão”.

A diocese declarou que os atos do ministério de Rodrigo de Oliveira da Silva passam a ser ilícitos. Para os sacramentos da Penitência e do Matrimônio, absolvições dadas pelo padre e casamentos celebrados por ele são considerados inválidos e nulos.

O religioso havia pedido afastamento da Diocese de Jundiaí em fevereiro. Depois, lançou uma vaquinha virtual para abrir uma igreja própria em Campo Limpo Paulista, campanha que ultrapassou R$ 70 mil em doações.

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.