Moradores de comunidades do Rio de Janeiro terão acesso a uma nova oportunidade de formação profissional na área de tecnologia. O governo federal oficializou um investimento de R$ 200 mil para capacitar moradores de regiões de vulnerabilidade social como operadores de drones de pequeno porte.
O repasse foi formalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio de um Termo de Fomento, com o objetivo de ampliar o acesso à qualificação tecnológica e criar novas possibilidades de geração de renda nas periferias da capital fluminense.
O projeto prevê a formação de alunos para operar aeronaves remotamente pilotadas com peso de até 250 gramas, categoria que possui regras mais simplificadas para uso comercial, conforme as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A execução das atividades ficará sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Administração Pública e Apoio Universitário do Rio de Janeiro (IBAP-RJ).
Empreendedorismo
Além do treinamento técnico para pilotagem, o curso terá módulos voltados ao empreendedorismo, com orientação para que os participantes possam criar negócios próprios e atuar em diferentes áreas que utilizam imagens e serviços com drones.
Entre os segmentos com potencial de atuação estão a cobertura de eventos, produção audiovisual, cinema, inspeções estruturais, acompanhamento de obras, mapeamento urbano e monitoramento de áreas de risco.
A capacitação também abordará normas de segurança, incluindo regras para operação próxima a aeroportos, helicópteros e áreas com restrição de voo. A formação busca preparar os participantes para atuar de acordo com os critérios estabelecidos pelos órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo.
Expansão de tecnologia
Antes restrita ao uso recreativo, a tecnologia passou a integrar atividades profissionais em setores como construção civil, comunicação, segurança, agricultura e serviços urbanos.
No Rio de Janeiro, a demanda por profissionais especializados cresce com o uso de drones para registros imobiliários, acompanhamento de obras, inspeção de estruturas e monitoramento de regiões com risco de deslizamentos.
Com duração prevista até julho de 2027, o acordo prevê que os recursos sejam utilizados para custear instrutores, materiais pedagógicos e despesas operacionais das turmas. A expectativa é que os participantes concluam a formação preparados para disputar oportunidades de trabalho ou iniciar serviços próprios no setor.