A corrida pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado segue aberta e marcada pelo equilíbrio entre os principais concorrentes. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (28) mostra que o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) aparece numericamente à frente, mas em situação de empate técnico com outros candidatos devido à margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 23 e 27 de julho e simulou dois cenários: um com a participação do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) e outro sem o político, cuja candidatura ainda depende das definições partidárias. O estudo possui nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cenário mostra disputa equilibrada
Na primeira simulação, Crivella lidera com 17% das intenções de voto. Em seguida aparecem Benedita da Silva (PT), com 14%, e Carlos Portinho (PL) e Pedro Paulo (PSD), ambos com 13%. Márcio Canella registra 10%, enquanto Waguinho (Republicanos) soma 7%.
Na sequência aparecem Paulo Ganime (Novo), com 4%, Luciana Boiteux (PSOL), com 3%, e Professor Túlio (PSOL), com 1%. Os votos em branco e nulos representam 8%, enquanto 10% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder.
Sem a presença de Canella, Crivella amplia ligeiramente sua vantagem e alcança 19%. Benedita sobe para 15%, enquanto Carlos Portinho e Pedro Paulo aparecem empatados com 14%. Waguinho registra 9%, seguido por Paulo Ganime (4%), Luciana Boiteux (3%) e Professor Túlio (1%). Brancos e nulos chegam a 9%, e os indecisos representam 12%.
Convenções ainda podem alterar o cenário
Apesar dos números apresentados, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças. As convenções partidárias têm prazo até 5 de agosto para confirmar oficialmente os candidatos, enquanto o registro das candidaturas deve ser realizado até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.
Entre os nomes pesquisados, Benedita da Silva e Pedro Paulo integram a chapa do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao Governo do Rio. Já Marcelo Crivella e Waguinho compõem a aliança liderada pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos).
A situação de Márcio Canella permanece indefinida. O prefeito foi alvo de uma operação da Polícia Federal, chegou a ser preso e posteriormente foi colocado em liberdade. Além disso, a federação União Brasil-PP ainda não concluiu as negociações sobre sua participação na aliança em torno da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo estadual, o que pode influenciar diretamente a composição da disputa pelo Senado.
Mudanças em relação à pesquisa anterior
O cenário também mudou em comparação com o levantamento realizado pelo instituto em março. Na ocasião, o então governador Cláudio Castro (PL) liderava os cenários testados para o Senado, mas desistiu da candidatura após se tornar alvo de investigação da Polícia Federal.
Com sua saída, o PL decidiu lançar o senador Carlos Portinho à reeleição, alterando a configuração da disputa e contribuindo para um cenário mais competitivo entre os principais postulantes às duas cadeiras que estarão em jogo nas eleições de outubro.