O presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta ao Rio de Janeiro nesta terça-feira (28) para cumprir agendas políticas e institucionais em um estado considerado estratégico para 2026, onde o PT tenta recuperar terreno perdido para o bolsonarismo.
Lula participará de dois compromissos no estado. Pela manhã, visitará um hospital no Andaraí, na Zona Norte da capital, ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.
À noite, o presidente irá a Niterói, na região metropolitana, para participar da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Petistas esperam que Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio, acompanhe Lula no evento.
Também estava previsto para o início de agosto um ato de campanha com Lula e Paes juntos. A aproximação faz parte da tentativa do presidente de ampliar sua presença no estado antes da disputa de 2026.
Pesquisa mostra empate técnico no estado
A movimentação ocorre após pesquisa Genial/Quaest divulgada na segunda-feira (27) apontar empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial no Rio. O senador aparece com 32% das intenções de voto, contra 30% do atual presidente.
A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Em um cenário de segundo turno no estado, Flávio Bolsonaro marca 38%, enquanto Lula registra 35%.
Na semana passada, Lula fez sua quarta aparição pública em dois meses ao lado do governador interino do Rio, Ricardo Couto. O encontro teve troca de elogios entre os dois, e Couto chorou ao agradecer ao presidente.
O Rio foi o estado onde Lula teve seu melhor desempenho na eleição presidencial de 2002, a primeira vencida por ele. A votação do PT, porém, caiu gradualmente nos anos seguintes até a vitória de Jair Bolsonaro em 2018.
Na eleição mais recente, mesmo com o apoio do então governador Cláudio Castro (PL) a Bolsonaro, Lula reduziu a desvantagem no estado. No segundo turno de 2018, Bolsonaro teve 67,95% dos votos válidos no Rio contra 32,05% de Fernando Haddad; quatro anos depois, marcou 56,95% contra 43,47% de Lula.