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Em fábrica de papel no Japão, queda de torre após terremoto deixa trabalhadores desaparecidos

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Em fábrica de papel no Japão, queda de torre após terremoto deixa trabalhadores desaparecidos

O forte deixou um cenário de destruição na ilha de Kyushu, interrompeu o fornecimento de energia para milhares de residências e mobilizou uma grande operação de resgate. Entre as ocorrências mais graves está o desabamento de uma chaminé em uma fábrica de papel na cidade de Yatsushiro, onde diversos trabalhadores desapareceram após o tremor.

As equipes de emergência seguem atuando em diferentes pontos da região afetada, enquanto o governo japonês alerta para o risco de novos terremotos de grande intensidade nos próximos dias. O país também investiga os danos provocados pelo abalo, que foi sentido até mesmo na Coreia do Sul.

Operação de resgate busca trabalhadores desaparecidos

Um dos principais focos das operações de resgate está na fábrica da Nippon Paper, em Yatsushiro, na província de Kumamoto. Segundo a polícia local, diversos trabalhadores desapareceram depois que uma chaminé da unidade industrial desabou durante o terremoto. As autoridades ainda não divulgaram o número exato de desaparecidos.

A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA) confirmou que a estrutura veio abaixo em consequência dos danos provocados pelo tremor. De acordo com o órgão, o Corpo de Bombeiros de Yatsushiro recebeu um pedido de socorro da empresa informando que “há 9 pessoas que precisam de resgate”.

As equipes trabalham para localizar as vítimas e avaliar a estabilidade da área antes de avançar nas buscas, já que o risco de novos abalos dificulta a atuação dos socorristas.

O acidente na fábrica ocorreu no mesmo dia em que outro episódio grave foi registrado na região. .

Epicentro em Kyushu e tremores sentidos em outros países

Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o terremoto teve epicentro em terra, nas proximidades das cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu.

O abalo ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade, característica que potencializa seus efeitos na superfície. Após o terremoto principal, foram registrados pelo menos quatro tremores secundários, com magnitudes variando entre 4,4 e 5,6.

A intensidade foi suficiente para que o tremor fosse percebido também na Coreia do Sul. A agência de notícias Yonhap informou que moradores de Incheon, cidade próxima à capital Seul, relataram pequenos tremores provocados pelo evento sísmico ocorrido no Japão.

Governo mobiliza força-tarefa e alerta para novos abalos

Diante da gravidade da situação, o governo japonês criou uma força-tarefa de emergência para coordenar as ações de resposta aos danos e apoiar os governos locais nas operações de resgate e assistência à população.

Alertas emergenciais foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas em Kyushu. Em várias cidades, milhares de imóveis ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

Ainda segundo a premiê Sanae Takaichi, os municípios de Uki e Hikawa registraram “intensidade máxima 7”, o nível mais elevado da escala sísmica japonesa, utilizada para medir a intensidade dos tremores percebidos na superfície.

As autoridades também advertiram que, devido à magnitude do terremoto e à sua baixa profundidade, existe a possibilidade de um novo grande abalo atingir a região nos próximos três dias. A recomendação é que a população permaneça atenta aos alertas oficiais e esteja preparada para possíveis réplicas.

O Japão figura entre os países mais sujeitos à atividade sísmica no planeta por estar localizado sobre o chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, faixa de intensa atividade tectônica que concentra grande parte dos vulcões ativos e das zonas de subducção do mundo. Estima-se que cerca de 20% dos terremotos com magnitude igual ou superior a 6,0 ocorram em território japonês, onde pequenos tremores são registrados com frequência ao longo do ano.

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