A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (1º), uma mulher suspeita de participação na morte da própria filha, de apenas 1 ano e 9 meses, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela foi indiciada como coautora de feminicídio, após investigações apontarem tentativa de encobrir o crime.
O companheiro da mulher, padrasto da criança, já estava preso e admitiu parcialmente ter agredido a menina.
O caso ocorreu no dia 2 de abril, na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, bairro da Zona Oeste do Rio. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como remoção para verificação de óbito. No entanto, exames periciais revelaram lesões graves, levando a polícia a tratar o caso como morte violenta.
De acordo com as investigações, o homem estava sozinho com a criança no momento das agressões. Ele teria atacado a vítima na região abdominal após ela chorar. A menina chegou a ser levada a uma unidade de saúde, mas já estava sem vida.
Laudos técnicos indicaram sinais de violência física severa, além de possíveis agressões anteriores. Durante o inquérito, os agentes também identificaram inconsistências nos depoimentos do suspeito, que só confirmou parte das agressões após novas diligências.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a mãe da criança teria atuado para proteger o companheiro após o crime. A investigação aponta que ela tentou alinhar versões para os depoimentos, com o objetivo de dificultar a apuração dos fatos.
Para os investigadores, essa conduta configura omissão consciente e participação no crime, dentro de um contexto de violência doméstica. Por isso, ela foi indiciada como coautora.
A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados, com parecer favorável do Ministério Público. A denúncia já foi formalmente apresentada.
Com a prisão da mãe, o caso segue para andamento judicial. Os acusados devem responder por feminicídio, e o processo deve incluir análise detalhada das provas periciais e depoimentos.