PF prende aliado de Bacellar em operação sobre fraudes no RJ; veja

Expresso Rio
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Imagem: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (5), uma nova fase da Operação Unha e Carne e prendeu Rui Carvalho Bulhões Júnior, apontado como um dos principais aliados do deputado estadual Rodrigo Bacellar, no estado do Rio de Janeiro.

A ofensiva marca um novo avanço das investigações que já haviam resultado, em etapas anteriores, na prisão do próprio Bacellar. Agora, o foco se amplia sobre o núcleo mais próximo do parlamentar, indicando aprofundamento das apurações sobre um suposto esquema de irregularidades em contratos públicos.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam para um possível direcionamento de contratos dentro da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Há indícios de manipulação em processos licitatórios, com favorecimento a empresas previamente escolhidas.

Os investigadores também identificaram sinais da existência de uma estrutura política organizada, baseada na ocupação de cargos estratégicos dentro da administração pública estadual. Esse modelo teria permitido influência direta sobre setores considerados sensíveis, facilitando o acesso e a movimentação de recursos públicos.

Outro ponto central da investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado empresas e mecanismos privados para ocultar a origem de valores desviados.

O avanço desta fase foi impulsionado pela análise de materiais apreendidos em endereços ligados a Bacellar. Entre os itens analisados, a Polícia Federal encontrou planilhas que detalham indicações políticas e distribuição de cargos dentro da estrutura pública.

Esses documentos reforçam a hipótese de um sistema organizado de influência política e administrativa no governo estadual. Segundo os investigadores, Rui Bulhões teria papel estratégico nesse arranjo, atuando como intermediador entre decisões políticas e a execução prática dos contratos.

Além dele, outros nomes foram atingidos nesta fase da operação, incluindo o deputado estadual Thiago Rangel, que também foi preso. A PF aponta que o grupo teria atuado diretamente na manipulação de contratos e no uso indevido de estruturas da educação pública no estado.

A nova etapa da Operação Unha e Carne indica que as investigações ainda estão em curso e podem avançar sobre outros envolvidos. A Polícia Federal segue analisando documentos e rastreando movimentações financeiras para aprofundar o alcance do esquema.

O caso deve ter desdobramentos nos próximos dias, com impacto político relevante no estado do Rio de Janeiro e possível ampliação das ações judiciais relacionadas à investigação.

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