A Polícia Federal passou a defender a participação da Procuradoria-Geral da República em uma eventual nova delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A mudança afeta qualquer tentativa de uma terceira colaboração do empresário. Com informações de Lauro Jardim, para O Globo.

Não há certeza de que Vorcaro tentará negociar uma nova delação. Caso a iniciativa ocorra, a colaboração só deverá avançar com a atuação conjunta da PF e da PGR.

Em momentos anteriores, a Polícia Federal aceitava conduzir sozinha a negociação de uma colaboração. Agora, a corporação quer dividir o procedimento com a Procuradoria-Geral da República.

A nova posição coloca a presença da PGR como condição para a continuidade de uma possível negociação com Vorcaro. A definição vale especificamente para uma eventual terceira delação.

PF condiciona nova negociação à atuação conjunta com a PGR

Daniel Vorcaro é citado como ex-banqueiro. A informação disponível não aponta quando ele poderia procurar as autoridades nem quais temas seriam tratados em uma eventual colaboração.

A PF e a PGR precisariam atuar em parceria para que uma nova delação prosperasse. A exigência substitui a disposição anterior da Polícia Federal de negociar sem a participação do órgão.

Uma delação depende de negociação entre o colaborador e as autoridades responsáveis pelo acordo. No caso de Vorcaro, a Polícia Federal passou a vincular esse processo à participação da PGR.

Até o momento, não há confirmação de uma terceira delação de Daniel Vorcaro. O dado definido é que a PF não pretende conduzir sozinha uma eventual tratativa.