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Ramagem reage a foto em piscina com políticos e advogado alvo da PF no caso INSS

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Ramagem reage a foto em piscina com políticos e advogado alvo da PF no caso INSS

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou neste domingo (9) que a fotografia em que aparece numa piscina ao lado de políticos e do advogado Willer Tomaz foi registrada durante um evento particular com familiares e apresentação musical. A imagem de 23 de abril de 2023 estava no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e integra o material analisado pela Polícia Federal.

Ramagem disse que o advogado representa parlamentares de diferentes correntes políticas, empresas e o artista que teria se apresentado no encontro. “O advogado é proprietário de escritório que representa diversos parlamentares, de direita, esquerda e centro, diversas empresas brasileiras e estrangeiras, além do próprio artista que se apresentou”, escreveu nas redes sociais.

O bolsonarista também citou a presença de candidatos ao Senado e à reeleição na Câmara que, conforme ele, apoiariam a direita em seus estados. Ao mencionar Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara, Ramagem declarou que nunca deixou de criticá-lo quando considerou que havia “condução com irregularidades ou contra a direita”.

Na publicação, o ex-deputado defendeu investigações “sérias, conduzidas com rigor técnico, imparcialidade, apontando responsabilidades e dentro do estrito respeito à lei”. Sem mencionar Jair Bolsonaro pelo nome, afirmou que podem “revirar” sua vida e tentar difamá-lo, mas sustentou não ter cometido desvios, corrupção ou favorecimentos.

A revista piauí obteve a foto, feita no Rancho Tomaz, propriedade de Willer em Planaltina, no Distrito Federal. Nela, parte do grupo está dentro da piscina e outros convidados ficam ao redor, alguns com bebidas nas mãos. Também aparecem os deputados Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA), o senador Efraim Filho (PL-PB), Lira, Ramagem, Weverton e o então ministro das Comunicações Juscelino Filho (PSDB-MA).

Willer voltou a ser alvo de buscas da PF na nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada na terça-feira (4). A investigação apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social e uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao advogado. Familiares de Weverton também foram alvo das medidas, mas o senador não recebeu mandados nesta etapa.

Os investigadores examinam transferências superiores a R$ 11 milhões de empresas relacionadas a Willer para Samya Rocha, mulher de Weverton, e a compra por R$ 6 milhões da casa onde o senador mora no Lago Sul, em Brasília. A PF apura se uma empresa vinculada ao advogado adquiriu o imóvel. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou as buscas não cita a fotografia.

Willer negou envolvimento nas fraudes e disse que os pagamentos a Samya correspondem a honorários advocatícios. Ele classificou como ilegal o vazamento da fotografia de sua vida privada e afirmou que o encontro não tem relação com sua atividade profissional nem com os fatos investigados. Weverton também negou irregularidades, declarou que as movimentações foram informadas à Receita Federal e pediu ao STF que apure o vazamento da imagem.

Paulo Azi confirmou que participou da comemoração e afirmou: “Não é meu advogado, mas o conheço e fui convidado para essa comemoração”. Elmar Nascimento declarou ser próximo de Willer, mas disse que estava em Tiradentes, em Minas Gerais, na data do encontro. Efraim Filho, Arthur Lira e Juscelino Filho ainda não haviam se manifestado. Com informações do Metrópoles.

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