A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que mira o ex-governador Cláudio Castro e apura suspeitas de fraude em licenças ambientais e lavagem de capitais no Rio de Janeiro.

Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação ocorre no estado do Rio de Janeiro.

“A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, disse a PF em nota.

Um dos mandados alcança uma casa em Petrópolis investigada como possível sede de negociações fraudulentas relacionadas ao caso.

A operação investiga um conglomerado econômico do setor de combustíveis, suspeito de usar sua estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ao exterior. Durante a primeira fase da operação, em maio, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, também ordenou busca contra Castro e determinou a prisão de Ricardo Magro, dono da Refit.

Investigação apura licenças para refinaria

A Polícia Federal também apura a concessão de licenças ambientais para uma refinaria em desacordo com diretrizes de órgãos técnicos competentes.

Os investigadores examinam uma possível lavagem de capitais ligada ao esquema sob apuração.

A Sem Refino chegou à segunda fase após as diligências da Polícia Federal sobre a atuação empresarial e financeira do grupo investigado no ramo de combustíveis.