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Polícia

Globo põe Flávio Dino ao lado de PC Farias

Rio de Janeiro2 min de leitura
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Globo põe Flávio Dino ao lado de PC Farias
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É raso o debate sobre o que teria sido o cerceamento da liberdade da , no caso do ex-delegado do Maranhão que monitorava o ministro Flávio Dino e abastecia um blogueiro com informações sobre suas idas e vindas.

Uma das grandes bobagens publicadas é de autoria de Ruth de Aquino, que não se dá conta de que se compara a um criminoso perseguidor de ministro do STF ao escrever no Globo, como se fosse um grande feito, que abriu cartas de PC Farias quando estava em Londres.

Assim, ela diz ter provado que o tesoureiro de Collor era bandido foragido, a partir de revelações do próprio criminoso. Este é o título de seu artigo, com chamada na capa do jornal: “Abri as cartas de PC Farias. Cometi crime?”

A história é contada no tom das grandes aventuras de repórter, mas não acrescenta nada ao debate sobre delinquentes que teriam o direito de monitorar até um ministro do Supremo para passar informações a um sujeito suspeito de vigarice. Um ministro criminoso, como PC Farias?

Ruth de Aquino parece ingênua, mas só parece, ao tentar nos convencer de que vale tudo em nome do acesso à informação. O pior é tentar comparar personagens incomparáveis, como PC Farias e Flávio Dino.

O delegado tentou vasculhar os passos de Dino, e ela se intrometeu na vida de PC Farias. Fica ruim e rebaixa o debate quando uma jornalista tenta argumentar que a tentativa de esclarecer as ações de um criminoso tem equivalência com o monitoramento de um ministro do STF. Monitoravam Dino pra quê? Por suas ligações com alguma facção?

A jornalista escreve com candura, como se todas as s e todas as circunstâncias de atitudes que levam à obtenção de uma informação fossem semelhantes ou merecessem o mesmo tratamento.

Ruth de Aquino se iguala a um Eduardo Bolsonaro e a um Silas Malafaia na defesa da liberdade absoluta para produção e propagação de informação, que no Brasil só vale para Sergio Moro, assemelhados lavajatistas, bolsonaristas e colunistas dos jornalões.

A jornalista do Globo comete o erro de refletir sobre uma questão complexa a partir do próprio exemplo, que nem edificante é, nem como jornalismo. Como se casos particulares pudessem ser impostos como verdades em contextos completamente diferentes.

Tente de novo, Ruth de Aquino. PC Farias e Flávio Dino não deveriam estar no mesmo texto.

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