O sobrenome Bolsonaro aparece em 25 pedidos de nome de urna nas eleições de 2026, o maior número já registrado para referências à família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dados constam no DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e ainda podem mudar enquanto houver registros pendentes.
O total supera os 22 candidatos que usaram Bolsonaro no nome de urna nas eleições de 2022. Jair Bolsonaro está inelegível e cumpre prisão domiciliar, enquanto seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), busca disputar a Presidência e ainda não concluiu o registro da candidatura no TSE.
Entre os registros de 2026, Jair Renan Valle Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, concorre a deputado federal pelo PL em Santa Catarina com o nome de urna “Jair Bolsonaro”. A escolha reproduz exatamente o nome usado pelo pai na vitória presidencial de 2018.
O crescimento de candidaturas com esse sobrenome ocorre em um pleito sem Jair Bolsonaro na cédula. A série também indica que os picos de nomes associados aos dois principais polos políticos nacionais surgiram quando os líderes não puderam concorrer.
Nome Lula soma 12 registros e fica abaixo de 2022
O nome Lula foi solicitado por 12 candidatos para as urnas eletrônicas em 2026, abaixo dos 15 registros da eleição geral de 2022. O maior número da série ocorreu em 2018, quando 16 candidaturas adotaram a referência ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Naquele ano, Lula estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e não disputou a Presidência. O levantamento relaciona esse recorde ao cenário atual, em que Bolsonaro também não pode concorrer a cargo público.
Nem todos os candidatos que levam Lula no nome de urna necessariamente fazem uma homenagem ao presidente ou indicam alinhamento ao PT. O apelido pode derivar de nomes como Luís, Luiz e Luciana e aparece em partidos de diferentes campos políticos.
Entre os pedidos deste ano estão “Lula da ”, do PP de Pernambuco, e “Dr Célio, Lula do Bem”, filiado ao PL em São Paulo. O PT reúne a maior parte dos registros, incluindo “Lula Tio do Biscoito”, em Minas Gerais, “Samanda de Lula”, no Rio Grande do Norte, e “Panayotis do Lula”, no Rio de Janeiro.
