Márcio Correia de Oliveira, conhecido como Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, está na mira da Polícia Federal. Ele é um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. A operação, deflagrada em várias cidades da Região Metropolitana e do interior do Rio, apura a movimentação de cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Canella foi alvo de mandado de busca e apreensão, o que pode impactar sua candidatura ao Senado em 2026.
Márcio Canella começou sua carreira política em 2012, quando foi eleito vereador de Belford Roxo. Dois anos depois, chegou à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde construiu sua base política e ampliou sua influência na Baixada Fluminense. Em 2016, foi eleito vice-prefeito de Belford Roxo, mas depois se tornou adversário político do prefeito Waguinho. Em 2018, voltou à Alerj e, em 2022, foi reeleito deputado estadual com uma das maiores votações do estado, o que reforçou sua imagem de liderança política.
Em 2024, Canella venceu a eleição para a Prefeitura de Belford Roxo no primeiro turno, mas renunciou ao cargo no início de 2026 para se lançar como pré-candidato ao Senado. Ele se filiou ao União Brasil e passou a ser apresentado como um dos nomes da direita para a disputa majoritária no Rio em 2026. Canella também ganhou visibilidade ao publicar denúncias contra milicianos que atuam em Belford Roxo, afirmando que criminosos cobravam taxas ilegais de moradores e comerciantes.
A Operação Unha e Carne investiga a suspeita de que uma rede de postos de combustíveis tenha sido usada para ocultar recursos de origem ilícita. A investigação também mira a possível participação de agentes públicos e a suposta anuência de políticos no esquema. A Polícia Federal expediu 19 mandados de busca e apreensão em várias cidades do Rio e determinou medidas de sequestro de bens e valores, além da suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. A investigação não representa condenação, e os alvos poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros crimes que venham a ser identificados no curso das apurações.
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