O jornalista, influenciador e blogueiro Paulo Figueiredo, ligado aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio e, especialmente, Eduardo Bolsonaro, atacou jornalistas de veículos como Globonews, Folha de São Paulo e Poder360 durante um programa e fez declarações ofensivas contra profissionais da imprensa. Em uma das falas, mencionou a jornalista Miriam Leitão e afirmou que ela “não merece ser estuprada”. (veja o vídeo ao final da reportagem)
Durante o programa, Paulo Figueiredo, que mora atualmente nos EUA, afirmou que jornalistas seriam “put*s pagas” para defender posições favoráveis ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na declaração, ele relacionou a atuação dos profissionais aos gastos públicos com publicidade.
Figueiredo também citou nominalmente veículos de comunicação como GloboNews, Folha de S.Paulo e Poder360. Segundo ele, profissionais desses meios receberiam recursos provenientes de publicidade oficial.
Em outro trecho, o comentarista mencionou Miriam Leitão e fez uma declaração de teor misógino e relacionada à violência sexual. A fala provocou críticas e repercussão nas redes sociais.
Declarações sobre Miriam Leitão
Ao comentar a atuação da jornalista, Figueiredo afirmou que ela “não merece ser estuprada”, acrescentando que teria dúvidas sobre a existência de demanda caso ela recorresse à prostituição.
A declaração foi publicada e repercutida nas redes sociais, gerando manifestações de repúdio ao conteúdo das falas. O episódio ocorreu durante uma sequência de críticas direcionadas à imprensa e a jornalistas que, segundo Figueiredo, seriam beneficiados por recursos públicos.
As declarações foram feitas no contexto de uma discussão sobre gastos do governo federal com publicidade e sobre a atuação de veículos de comunicação.
Paulo Figueiredo também já foi citado em reportagens jornalísticas relacionadas à tentativa de retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em abril de 2026, a GloboNews informou que Figueiredo havia declarado que o Brasil estaria “cavando uma nova briga” com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O material também menciona que Figueiredo vive em Miami e que seu nome aparece em investigações e processos relacionados a diferentes episódios. Entre eles, estão apurações conduzidas pelo STF e pela Polícia Federal sobre uma suposta articulação para um golpe de Estado e incitação às Forças Armadas.
Investigações e processos citados
O texto também relaciona Figueiredo a investigações sobre supostos esquemas envolvendo pagamento de propinas e captação irregular de recursos junto ao Banco de Brasília (BRB) e a fundos de pensão estatais para financiar empreendimentos imobiliários.
Ainda segundo o material, Paulo Figueiredo e seu pai foram incluídos na Dívida Ativa da União por multas aplicadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que, conforme a publicação, ultrapassariam R$ 100 milhões.
As sanções citadas no texto estariam relacionadas a acusações de operações fraudulentas no mercado de capitais, desvio de recursos, enriquecimento ilícito e transferência indevida de patrimônio envolvendo um projeto de hotel com a marca de Donald Trump na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Veja o vídeo e os ataques às jornalistas: