O golpista Paulo Figueiredo, conselheiro de Flávio Bolsonaro e comparsa de Eduardo nos EUA, desferiu uma sequência de ataques misóginos e agressões verbais contra profissionais do jornalismo brasileiro.
Em seu programa, Figueiredo chamou jornalistas de veículos como a GloboNews, Folha de S.Paulo e Poder360 de “putas pagas” e sugeriu que Miriam “Leitoa” “não merece ser estuprada”.
“Porque quando eu digo que os jornalistas são putas pagas para dizerem o que estão dizendo — pagas regiamente —, eu não estou falando metaforicamente. Vocês devem ter visto a notícia sobre o recorde de gastos públicos do governo em publicidade. Entendam, esse dinheiro vai parar na mão dos jornalistas. É esse dinheiro que paga a folha de pagamento. Todos esses caras que você vê comentando na GloboNews são putas recebendo dinheiro do governo Lula”, disse.
“Poder360, Folha de S.Paulo… esse governo que paga a existência dessas pessoas que, como não têm audiência, não têm mais leitores, não fossem esse dinheiro do governo Lula, estariam desempregadas. Estariam catando lixo na rua ou se prostituindo. Se a Miriam ‘Leitoa’, por exemplo, caso não tivesse uma teta para mamar na Globo paga com o nosso dinheiro, tenho dúvidas se haveria demanda caso se prostituísse. É mais uma que não merece ser estuprada — como todas as outras não merecem —, mas essa talvez um pouco mais”.
🚨 ABSURDO! O bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro, chamou jornalistas da GloboNews de “putas e prostitutas” e voltou a fazer uma fala de apologia ao estupro ao afirmar que a jornalista Miriam Leitão “não merece ser estuprada”. Revoltante. 🤮🤡 pic.twitter.com/l2LlNAYtRF
— coringapolitico (@coringapolitico) July 28, 2026
De repercutida na imprensa ao ataque às redes
Figueiredo é de diversas dessas jornalistas. Recentemente, Andréia Sadi, em seu blog na GloboNews, citou-o numa apuração sobre a articulação promovida por ele e Eduardo para tentar reativar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Figueiredo declarou ver o Brasil “cavando uma nova briga” com a gestão de Donald Trump. O público deixou de ser informado sobre quem realmente é Paulo Figueiredo e qual é o seu histórico criminal e judicial.
Não foi informado que ele reside em Miami após ter sido alvo de medidas cautelares e investigações do STF e da Polícia Federal por participação na articulação de um golpe de Estado no Brasil e incitação às Forças Armadas.
Ele é investigado por esquemas envolvendo o pagamento de propinas e captação irregular de recursos junto ao Banco de Brasília (BRB) e fundos de pensão estatais para financiar empreendimentos imobiliários.
Como denunciado pelo DCM, o lobista e seu pai foram incluídos na Dívida Ativa da União por dar calote em multas que somam mais de R$ 100 milhões impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As sanções decorrem de operações fraudulentas no mercado de capitais, desvio de recursos, enriquecimento ilícito e transferência indevida de riqueza no polêmico projeto do hotel com a marca de Donald Trump na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Bolsonaristas buscam junto a interlocutores de Trump retomada da Lei Magnitsky contra Moraes. Aliado de Eduardo Bolsonaro disse à jornalista @AndreiaSadi que Brasil está ‘cavando uma nova briga’ com os Estados Unidos.
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— GloboNews (@GloboNews) April 17, 2026