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Polícia busca Elian Matte após jornalista publicar carta de despedida

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Polícia busca Elian Matte após jornalista publicar carta de despedida

A polícia realiza buscas pelo jornalista Elian Matte, ex-funcionário da Record, depois que ele publicou uma carta de despedida nas redes sociais. Familiares passaram a procurá-lo após a postagem, enquanto amigos relataram preocupação por não conseguirem contato com ele.

Elian enfrentava depressão havia alguns anos e já havia relatado tentativas de suicídio. Ele também tinha perdido recentemente um emprego, informação mencionada no texto divulgado em seu perfil.

Na carta, o jornalista escreveu sobre o sofrimento emocional, problemas de saúde e tratamentos realizados nos últimos anos. Ele relatou cansaço diante das dificuldades que enfrentava e deixou mensagens de carinho e agradecimento a familiares, amigos e pessoas que tentaram ajudá-lo.

O comunicador também citou episódios de assédio que afirma ter sofrido em sua trajetória profissional, além de injustiças e obstáculos no trabalho. Ele lembrou sua passagem pela Record e fez um apelo por mais cuidado com pessoas que enfrentam problemas de saúde.

Denúncia de assédio na Record gerou disputa judicial

Elian Matte trabalhou como editor do programa “Câmera Record”, apresentado por Roberto Cabrini. Ele ganhou notoriedade ao denunciar um suposto caso de assédio sexual que envolvia um ex-diretor de Recursos Humanos da emissora.

O jornalista afirmou que sofreu comportamentos inadequados durante o período em que trabalhou na Record e alegou que a empresa o demitiu enquanto ele realizava tratamento de saúde. A denúncia abriu uma disputa na Justiça.

Em 2024, uma decisão judicial determinou a reintegração de Elian ao quadro de funcionários da emissora, mas a medida acabou revertida posteriormente. O ex-diretor citado pelo jornalista também respondeu a uma investigação ligada às acusações.

Pessoas que enfrentam sofrimento emocional podem buscar atendimento gratuito e sigiloso no Centro de Valorização da Vida, pelo telefone 188, e na rede pública de saúde, com Samu pelo 192, CAPS, hospitais e unidades básicas.

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