O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou recentemente que viajará aos Estados Unidos com o objetivo de “defender o Pix”, um sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Essa declaração foi feita durante um seminário do Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro, onde Flávio reafirmou que o Pix foi criado durante o governo de seu pai e é uma ferramenta “do Brasil”.
Flávio criticou o governo atual, liderado pelo presidente Lula, e expressou sua intenção de defender o Pix nos EUA, destacando que o sistema não cobra taxas e é uma criação do governo Bolsonaro. Ele também mencionou que irá participar de uma audiência pública em Washington para discutir o tema, especialmente em meio às discussões sobre tarifas comerciais aplicadas pelos EUA contra produtos brasileiros e uma investigação sobre o impacto do Pix em empresas estadunidenses.
Antes de sua viagem, Flávio enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA, defendendo o Pix e solicitando o adiamento de sobretaxas propostas contra produtos brasileiros. Ele argumentou que o Pix não substitui cartões de e sugeriu que o sistema de pagamento não seja conectado a sistemas de liquidação transfronteiriça não ocidentais, ressaltando que isso poderia prejudicar investimentos dos EUA no Brasil.
No entanto, é importante notar que o desenvolvimento do Pix começou em 2018, durante a gestão de Michel Temer, e foi lançado em 2020, quando Jair Bolsonaro estava na presidência. O Banco Central é o responsável pela operação do sistema. A atribuição da criação do Pix ao governo Bolsonaro tem sido um ponto de disputa entre o governo e a oposição, com ambos os lados reivindicando o pela criação do sistema.
A discussão sobre o Pix também gerou reações do presidente Lula, que criticou os pedidos de Flávio e o chamou de “traidor da pátria” novamente. Lula argumentou que as possíveis novas taxas sobre o Brasil seriam resultado de articulações da família Bolsonaro e que não há justificativa para essas taxas, seja agora ou após as eleições.