O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tentou convencer Romeu Zema (Novo) a abandonar a candidatura à Presidência da República e disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais. O ex-governador rejeitou a proposta e decidiu manter a corrida pelo Palácio do Planalto, segundo o Metrópoles.

Em telefonema na terça (4), Nikolas ofereceu um acordo que envolveria também a eleição mineira. O PL abriria mão de lançar candidato próprio ao governo estadual e apoiaria a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), aliado e pupilo de Zema.

A composição previa que o PL indicasse o vice de Simões. O empresário Flávio Roscoe era o nome mais cotado para a vaga e acabou lançado pela sigla como candidato ao governo de Minas Gerais.

Nikolas argumentou que Zema teria mais condições de ajudar o Novo no Senado, onde enfrentaria uma eleição mais tranquila, do que em uma disputa presidencial sem perspectiva de vitória.

Estratégia buscava reduzir disputa à direita no primeiro turno

A articulação tinha como objetivo beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Aliados avaliavam que uma retirada de Zema levaria parte de seus votos ao filho mais velho de Jair Bolsonaro já no primeiro turno.

Zema não aceitou o entendimento proposto pelo parlamentar bolsonarista. Lideranças do próprio Novo também tentaram fazê-lo desistir da candidatura presidencial, sem sucesso.

O ex-governador ainda poderia retirar sua candidatura ao Planalto, mas a definição partidária limita as alternativas eleitorais. Após o encerramento do prazo das convenções, ele não poderia trocar a disputa presidencial por outro cargo em 2026.

A manutenção de Zema na corrida preserva uma candidatura do Novo à Presidência e mantém a concorrência por votos do eleitorado de direita em Minas Gerais, estado decisivo para a eleição nacional.