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Vice de Flávio Bolsonaro oferece DNA à PGR

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Vice de Flávio Bolsonaro oferece DNA à PGR

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), ofereceu material genético à Procuradoria-Geral da República (PGR) para um exame de DNA após parlamentares apresentarem acusação de estupro de vulnerável contra ele. Ele nega o crime e alegou quer que a comparação genética ocorra com rapidez.

Em requerimento entregue nesta quinta (6), a defesa pediu que a PGR compartilhe e analise amostras já coletadas há cerca de cinco meses em uma ação de produção antecipada de provas. Se elas não bastarem, o deputado se dispôs a fazer uma nova coleta imediatamente. “A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica”, disse Gaspar a jornalistas.

A acusação surgiu em março, durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS, da qual Gaspar era relator. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) acionaram a Polícia Federal depois de afirmarem ter recebido documentos sobre o suposto estupro de uma menina que teria 13 anos, uma gravidez e o nascimento de uma criança.

Os dois parlamentares não apresentaram publicamente provas da acusação e sustentaram que precisavam preservar a criança e a mãe. O episódio teria ocorrido há 8 anos. A PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em abril, autorização para abrir formalmente uma investigação, e o ministro Gilmar Mendes encaminhou o caso para manifestação da PGR.

Defesa pede prazo curto e possível arquivamento

Os advogados de Gaspar afirmam que a PGR adotou um procedimento preliminar em vez de apoiar naquele momento a abertura de inquérito. A defesa sustenta que o exame pode verificar um ponto da narrativa, pois a representação relata que a suposta relação resultou no nascimento de uma criança.

O pedido solicita prazo curto para a conclusão do procedimento e o arquivamento caso o exame descarte vínculo genético e não surjam outros elementos que sustentem a acusação. “Basta marcar dia, hora e local”, diz o requerimento sobre a disponibilidade do deputado para a coleta.

A coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, afirmou que pretende buscar audiências com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, com Gilmar Mendes e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ela defendeu que o órgão realize diretamente o “batimento genético” para encerrar a apuração.

Gaspar também apresentou representações contra Lindbergh e Soraya, acionou os conselhos de ética do Congresso e ingressou com ações judiciais contra os dois. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, disse que o grupo conhecia a acusação antes de definir a chapa e que a estratégia será cobrar uma resposta rápida das autoridades.

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