Mudança no Segurança Presente no RJ marca “fim da política”, diz Paes

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Imagem: Reprodução/Redes sociais

A transferĂȘncia do programa Segurança Presente para a PolĂ­cia Militar do Rio de Janeiro foi classificada como um “golaço” pelo ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Em vĂ­deo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a medida representa o fim da politização na segurança pĂșblica do estado e o retorno de um comando tĂ©cnico Ă  ĂĄrea.

Na gravação, Paes criticou gestÔes anteriores e declarou que o controle da segurança não pode ser utilizado como instrumento político. Segundo ele, a decisão do governador em exercício Ricardo Couto corrige distorçÔes que, na visão do ex-prefeito, vinham sendo praticadas hå anos.

“Finalmente, o programa Segurança Presente volta a ser controlado pela Polícia Militar. Acabou essa história absurda do controle da segurança ficar nas mãos de gente de fora do Rio”, afirmou.

Ele tambĂ©m fez crĂ­ticas diretas Ă  forma como o programa vinha sendo conduzido, citando o uso polĂ­tico da estrutura. “A segurança pĂșblica do nosso estado precisa de liderança sĂ©ria, comando tĂ©cnico, integração entre forças, tecnologia e inteligĂȘncia. Onde tem polĂ­cia, nĂŁo pode ter polĂ­tica”, declarou.

A mudança foi oficializada por decreto publicado em edição extra do DiĂĄrio Oficial do Estado do Rio de Janeiro na quinta-feira (30). A medida determina a transferĂȘncia do Segurança Presente e do programa Barricada Zero para a Secretaria de Estado de PolĂ­cia Militar.

Até então, o Segurança Presente estava vinculado à Secretaria de Governo, enquanto o Barricada Zero era subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Com a nova decisão, todas as estruturas operacionais, incluindo pessoal efetivo, cargos comissionados e responsabilidades administrativas, passam para a Polícia Militar.

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Imagem: Reprodução/Governo do Estado

O decreto tambĂ©m prevĂȘ a extinção de 27 unidades administrativas ligadas ao GSI, com a exoneração dos servidores associados.

Em cerca de 40 dias à frente do governo, Ricardo Couto jå exonerou 1.477 comissionados. A previsão é reduzir aproximadamente 40% desses cargos, o que representa cerca de 1,6 mil postos. Parte dessas funçÔes estaria sob suspeita de não estar em atividade efetiva.

AlĂ©m disso, o governo estadual tambĂ©m realizou mudanças no RioprevidĂȘncia. Gerentes da Diretoria de Administração e Finanças foram exonerados, e o entĂŁo presidente interino, Nicholas Cardoso, foi afastado apĂłs pedido do MinistĂ©rio PĂșblico. A investigação envolve aportes de R$ 118 milhĂ”es feitos pelo fundo em instituiçÔes financeiras nĂŁo cadastradas.

A reestruturação promovida pelo governo do Rio de Janeiro indica uma tentativa de reorganizar a gestĂŁo da segurança pĂșblica e reduzir a influĂȘncia polĂ­tica em programas estratĂ©gicos. A transferĂȘncia do Segurança Presente para a PolĂ­cia Militar deve impactar diretamente a atuação nas ruas e o modelo de gestĂŁo da segurança no estado.

Nos próximos meses, a expectativa é que os efeitos das mudanças sejam observados tanto na operação dos programas quanto na avaliação da população sobre a segurança no Rio.

 

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