Máfia da farinha: polícia mira grupo acusado de impor monopólio e extorquir comerciantes no Rio

Expresso Rio
2 min de leitura
Imagem: Divulgação/ Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (3), uma operação contra um grupo criminoso suspeito de impor um monopólio ilegal no abastecimento de alimentos e extorquir comerciantes em áreas sob influência do tráfico de drogas e da milícia nas zonas Oeste e Norte da capital.

A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que cumpre 14 mandados de busca e apreensão. Um dos principais alvos é um galpão localizado em Campo Grande, na Zona Oeste, onde foram encontradas diversas sacas de farinha.

De acordo com as investigações, comerciantes eram ameaçados e pressionados a adquirir farinha exclusivamente de fornecedores ligados a organizações criminosas. O esquema atingiria principalmente pequenos e médios empresários da Baixada Fluminense e da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Comerciantes eram obrigados a comprar acima da necessidade

Segundo a Polícia Civil, além das ameaças, os empresários eram forçados a adquirir mercadorias em quantidades superiores às necessárias e por preços acima dos praticados no mercado.

As investigações apontam que a organização utilizava uma estrutura empresarial para dar aparência de legalidade às atividades ilícitas, dificultando a identificação das práticas criminosas.

Ainda conforme os investigadores, a exploração econômica fazia parte de uma estratégia mais ampla de domínio territorial, permitindo que traficantes e milicianos ampliassem sua influência sobre o comércio local e fortalecessem o controle exercido em determinadas regiões do estado.

Operação busca aprofundar investigações

Durante a ação, os agentes procuram apreender documentos, registros contábeis, computadores, celulares e outros materiais que possam auxiliar no avanço das investigações.

Até a última atualização divulgada pela Polícia Civil, não havia registro de prisões.

O material recolhido deverá ser analisado para identificar os responsáveis pelo esquema e apurar a extensão da atuação criminosa sobre o abastecimento de produtos em áreas dominadas por organizações criminosas.

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