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Lula anuncia pacote de R$ 11 bi para combater facções no Brasil

Expresso Rio
Imagem: Divulgação/SEAUD/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (12), em Brasília, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, pacote de segurança pública que prevê R$ 11 bilhões em investimentos voltados ao enfrentamento das facções criminosas em todo o país. A proposta reúne medidas para reforçar o sistema prisional, ampliar ações de inteligência policial e intensificar o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

O anúncio foi realizado durante cerimônia oficial do governo federal e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara, Hugo Motta, além de ministros e autoridades ligadas à segurança pública.

Segundo o Palácio do Planalto, o programa será regulamentado por meio de quatro portarias e um decreto presidencial. O objetivo é ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado em todo o Brasil.

O Programa Brasil Contra o Crime Organizado foi estruturado em quatro frentes consideradas estratégicas pelo governo federal:

  • Asfixia financeira das organizações criminosas
  • Reforço da segurança máxima nos presídios
  • Ampliação da investigação e solução de homicídios
  • Combate ao tráfico de armas, munições e explosivos

Do total anunciado, R$ 1,06 bilhão será aplicado diretamente pela União. Outros R$ 10 bilhões serão disponibilizados em linhas de para estados, municípios e o Distrito Federal investirem em infraestrutura, tecnologia e equipamentos de segurança.

Entre as principais medidas anunciadas está o fortalecimento das ações de inteligência financeira contra organizações criminosas. O governo federal informou que pretende ampliar o rastreamento de recursos ligados ao crime e dificultar operações de lavagem de dinheiro.

O plano prevê:

  • Criação de uma FICCO Nacional para operações interestaduais
  • Ampliação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado
  • Rastreamento de ativos financeiros suspeitos
  • Intensificação de leilões de bens apreendidos

A estratégia, segundo o Executivo, busca enfraquecer economicamente as facções criminosas e reduzir a capacidade de financiamento das atividades ilegais.

O governo também anunciou ações voltadas ao sistema penitenciário brasileiro, considerado pelas autoridades uma das principais bases operacionais das facções criminosas.

Entre as medidas previstas estão:

  • Criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP)
  • Implantação de segurança máxima em 138 presídios estratégicos
  • Operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades
  • Compra de drones, scanners corporais, detectores de metais e bloqueadores de sinal

A proposta prevê maior monitoramento das unidades prisionais e fortalecimento das ações de inteligência dentro dos presídios.

Outro eixo do programa é o fortalecimento das investigações criminais e da perícia técnica no país. O governo pretende ampliar o uso de tecnologia para elevar os índices de solução de homicídios.

As ações incluem:

  • Modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs)
  • Fortalecimento das Polícias Científicas
  • Ampliação dos bancos de perfis genéticos
  • Integração do Sistema Nacional de Análise Balística
  • Compra de equipamentos de DNA e comparadores balísticos

De acordo com o governo federal, a integração dos sistemas deve acelerar investigações e ampliar a identificação de criminosos envolvidos em assassinatos.

O pacote também prevê novas medidas para combater o tráfico ilegal de armas, munições e explosivos utilizados pelo crime organizado.

Entre os principais pontos anunciados estão:

  • Criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas
  • Reforço do Sistema Nacional de Armas (Sinarm)
  • Operações integradas em regiões de fronteira
  • Ampliação da rastreabilidade de armamentos apreendidos

Segundo o governo, a proposta busca dificultar a entrada e circulação de armas utilizadas por organizações criminosas em diferentes regiões do país.

Os R$ 10 bilhões previstos em linhas de poderão ser utilizados por governos estaduais e municipais para aquisição de viaturas, sistemas de monitoramento, equipamentos de inteligência e tecnologias voltadas à segurança pública.

Conforme informou o Executivo, os recursos serão disponibilizados por meio do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).

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