Pular para o conteúdo

JPMorgan reduz exposição recomendada ao Brasil e prevê volatilidade eleitoral

jpmorgan-reduz-exposicao-recomendada-ao-brasil-e-preve-volatilidade-eleitoral
JPMorgan reduz exposição recomendada ao Brasil e prevê volatilidade eleitoral

O JPMorgan reduziu sua recomendação para ativos brasileiros de overweight, posição acima da média dos índices de referência, para neutra. O banco apontou o fim próximo do ciclo de cortes de juros, a desaceleração da economia e sinais de deterioração no mercado de como motivos para a mudança.

Na classificação neutra, a instituição orienta grandes investidores a manterem exposição a ações brasileiras equivalente ao peso do país nos índices internacionais de referência. A decisão afasta a indicação anterior de alocação acima dessa proporção.

O banco projeta mais um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic em setembro. Depois, espera uma “longa pausa” nos juros até o segundo trimestre de 2027.

O JPMorgan também vê risco de maior oscilação nos ativos nos próximos meses por causa da proximidade das eleições. Pela avaliação da instituição, ações e moeda brasileiras costumam ter desempenho inferior nos seis meses anteriores ao pleito.

Banco reduziu a meta para o Ibovespa em 2026

Em julho, o comportamento do mercado contrariou esse padrão: o Ibovespa avançou 3,47%, enquanto o dólar caiu 1,92% diante do real. Em agosto, porém, o mercado voltou a registrar baixa.

“No geral, tudo parece muito calmo por enquanto no que diz respeito aos preços, e optamos por ficar à margem antes da volatilidade que se aproxima”, afirmou o JPMorgan em relatório enviado a clientes.

Para o banco, a estabilidade do mercado acionário e do real desde maio indica que os preços ainda incorporam pouco prêmio eleitoral. A instituição cita a incerteza política, juros reais elevados, déficit fiscal e perda de fôlego da atividade econômica entre os fatores que pressionam o cenário.

O JPMorgan cortou sua projeção para o Ibovespa no fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos. A nova estimativa representava potencial de alta de 7,45% em relação ao fechamento da segunda-feira (10).

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.