O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos, informa a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. O balanço financeiro que será divulgado nesta quarta-feira (12) mostra que a instituição chegou a R$ 1,058 trilhão em junho, o maior valor já registrado em sua história.
O resultado representa uma expansão de R$ 374 bilhões em três anos e meio. No fim de 2022, os ativos do banco somavam R$ 684 bilhões. Desde então, o crescimento acumulado chegou a aproximadamente 55%.
Os números indicam uma trajetória contínua de expansão. Em 2024, o volume de ativos alcançou R$ 841 bilhões. No encerramento de 2025, avançou para R$ 962 bilhões e, no primeiro trimestre de 2026, chegou a R$ 995 bilhões. A barreira de R$ 1 trilhão foi finalmente superada no segundo trimestre.
Carteira de atinge maior nível desde 2016
A expansão do BNDES também aparece no volume de . A carteira de expandida alcançou R$ 678,2 bilhões, resultado 14% superior ao registrado em 2025.
Segundo os dados do balanço, trata-se do maior patamar alcançado pela carteira desde 2016. O crescimento acompanha a estratégia de ampliar a participação do banco no financiamento a empresas, projetos de infraestrutura e atividades consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico.
O avanço da carteira ocorre simultaneamente ao aumento dos ativos totais. Entre o fim de 2022 e junho deste ano, o BNDES acrescentou R$ 374 bilhões ao volume de ativos sob sua estrutura financeira.
A instituição também vem direcionando recursos para grandes projetos de infraestrutura e para segmentos ligados à transição energética, entre eles a produção de biocombustíveis.
Mercadante destaca expansão dos financiamentos
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribui o crescimento à retomada da atuação do banco como financiador de empresas e de grandes projetos.
“O BNDES alcançou o tamanho necessário para promover o desenvolvimento econômico que o Brasil precisa, com ampliação de para as empresas e negócios de todos os portes, além da realização das mais importantes obras de infraestrutura, como a modernização da Nova Dutra, a expansão de 11 aeroportos, entre eles o de Congonhas, e a produção de biocombustíveis, por exemplo”, afirma Mercadante.
Entre os projetos mencionados pelo presidente da instituição estão a modernização da Nova Dutra, uma das principais ligações rodoviárias do país, e investimentos relacionados à expansão de 11 aeroportos.
A produção de biocombustíveis aparece como outra frente da estratégia de financiamento, dentro da ampliação da participação do banco em iniciativas relacionadas à energia e à infraestrutura.
Lucro recorrente chega a R$ 15,6 bilhões
Além do aumento dos ativos e da carteira de , os indicadores financeiros apresentados pelo banco mostram rentabilidade e baixo nível de inadimplência.
No acumulado de 12 meses encerrado em março, o BNDES registrou lucro recorrente de R$ 15,6 bilhões.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 0,046% em março. O percentual está significativamente abaixo da média de 4,33% registrada no Sistema Financeiro Nacional no período informado.
O indicador ganha relevância diante da expansão da carteira de . O crescimento das operações sem avanço proporcional dos atrasos é um dos elementos utilizados para avaliar a qualidade dos financiamentos mantidos pela instituição.
Ativos cresceram R$ 374 bilhões desde 2022
Os números divulgados pelo BNDES mostram que a instituição ampliou seu tamanho de forma progressiva nos últimos anos. O banco encerrou 2022 com R$ 684 bilhões em ativos e chegou a R$ 1,058 trilhão em junho de 2026.
A diferença corresponde a R$ 374 bilhões, ou cerca de 55%.
O avanço também pode ser observado nos dados mais recentes. Entre o fim de 2025, quando os ativos estavam em R$ 962 bilhões, e junho deste ano, houve acréscimo de R$ 96 bilhões.
Já entre o primeiro trimestre, quando o banco registrava R$ 995 bilhões, e junho, o aumento foi de R$ 63 bilhões, suficiente para levar a instituição pela primeira vez para além da marca de R$ 1 trilhão.
Com a expansão, o BNDES reforça sua participação no financiamento de longo prazo da economia. A continuidade desse crescimento dependerá do ritmo de novas operações, da execução dos projetos financiados e da manutenção dos indicadores de qualidade da carteira de .