A Jovem Pan foi vítima de um golpe financeiro e teve um prejuízo de aproximadamente R$ 175 mil após uma fraude envolvendo acesso indevido à sua conta bancária. O caso aconteceu em 29 de setembro do ano passado e veio à tona após detalhes do processo judicial.
Segundo informações do processo, o crime começou com uma ligação telefônica. Um estelionatário se passou por gerente do banco e entrou em contato com um funcionário da emissora, alegando a necessidade de ativar um suposto “chat empresarial” para melhorar a comunicação com a instituição financeira.
Durante a conversa, o golpista enviou um link com aparência oficial e orientou a instalação de um sistema falso. Em seguida, solicitou dados sensíveis de acesso, como login, senha e tokens de autenticação informações que acabaram sendo fornecidas.
Com o controle da conta, o criminoso realizou 18 transferências via Pix em um intervalo de cerca de 40 minutos. As operações foram feitas de forma sequencial e com valores semelhantes, totalizando R$ 175,3 mil desviados antes que a fraude fosse identificada.

A emissora acionou a Justiça responsabilizando o banco, alegando que houve falha nos mecanismos de segurança por não bloquear as movimentações atípicas. No processo, a empresa destacou que o volume e a repetição das transferências deveriam ter acionado alertas ou medidas preventivas imediatas.
A defesa também apontou que houve envio de valores para contas semelhantes sem qualquer bloqueio cautelar ou validação reforçada por parte da instituição financeira.
A decisão judicial, no entanto, foi contrária à emissora. A juíza responsável pelo caso entendeu que a fraude ocorreu fora do ambiente controlado pelo banco e que os próprios representantes da empresa forneceram voluntariamente as credenciais ao criminoso.
Na sentença, foi destacado que o sistema de segurança chegou a questionar as transações, mas elas foram confirmadas pelos responsáveis, o que afastou a responsabilidade da instituição financeira.
Em sua defesa, o banco afirmou que não houve falha em seus sistemas e reforçou que golpes desse tipo têm se tornado cada vez mais sofisticados. A instituição também destacou que realiza campanhas constantes de conscientização para alertar clientes sobre riscos de fraudes.
Mesmo com a decisão desfavorável, a Jovem Pan ainda pode recorrer. O caso chama atenção para o aumento de golpes digitais envolvendo engenharia social, em que criminosos manipulam vítimas para obter acesso a dados sensíveis.