Pular para o conteúdo

Infantino recorre a Trump para se manter no poder da Fifa, diz New York Post

infantino-recorre-a-trump-para-se-manter-no-poder-da-fifa,-diz-new-york-post
Infantino recorre a Trump para se manter no poder da Fifa, diz New York Post

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, teria marcado uma conversa privada com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em meio à pressão para deixar o comando da entidade após o fracasso de um plano de vender ativos comerciais do futebol mundial. A informação foi publicada pelo New York Post, que cita duas s familiarizadas com o assunto.

Uma das s disse que Infantino queria tratar do futebol como instrumento de “soft power” dos Estados Unidos. Para esse interlocutor, porém, o objetivo central seria assegurar apoio político em meio à crise: “Mas todos sabemos que é sobre proteção do emprego. Não é sobre outra coisa neste momento”.

O jornal afirmou que o dirigente suíço-italiano, de 56 anos, se sentiu isolado diante da cobertura negativa sobre sua gestão e procurava aliados influentes que pudessem manifestar apoio público. Infantino também teria tentado falar por telefone com o presidente Donald Trump, sem sucesso, depois que o projeto ruiu.

A proposta previa separar direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e venda de ingressos em uma estrutura empresarial ligada à Fifa. Federações nacionais reagiram ao plano depois de tomar conhecimento das negociações pela imprensa, o que provocou contestação quase unânime entre dirigentes do futebol.

Plano previa participação de empresa de Josh Kushner

O projeto criaria uma subsidiária chamada FIFA Forward Enterprise para administrar os negócios comerciais. A Thrive Capital, firma de capital privado comandada por Josh Kushner, ficaria com 20% da nova empresa em uma operação avaliada em pouco mais de US$ 4 bilhões.

Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, disse à agência Associated Press que se sentiu “enganado” pelas ações de Infantino e que não conhecia as conversas sigilosas sobre a venda dos ativos. Dentro da entidade sediada em Zurique, dirigentes passaram a defender a saída do presidente, em uma articulação apelidada de “Project Kill The Monster”.

A crise também alcançou a Uefa, entidade que administra o futebol europeu. O jornal relatou que a organização aprovou por unanimidade, em 30 de julho, um boicote a competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo masculina de 2030, marcada para Espanha, Portugal e Marrocos.

Se o boicote avançar, Espanha e Portugal poderiam ficar fora do torneio que vão sediar, e a competição perderia jogadores de destaque do futebol europeu, como o francês Kylian Mbappé, do Real Madrid, e o espanhol Lamine Yamal, do Barcelona. A Fifa e o Departamento de Estado dos EUA receberam pedidos de comentário do jornal.

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.