Governo do RJ faz 130 exonerações e muda estrutura administrativa

Expresso Rio
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Palácio Guanabara, sede do governo estadual - Imagem: Reprodução

Uma nova rodada de exonerações no governo do Rio de Janeiro intensificou o processo de reestruturação administrativa conduzido pelo governador em exercício, Ricardo Couto. Publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (4), o pacote reúne cerca de 130 desligamentos e concentra impacto principalmente na área ambiental.

A maior parte das exonerações ocorre na Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, responsável por aproximadamente metade das dispensas. Os cortes atingem, sobretudo, cargos comissionados de níveis intermediários e inferiores, mas também alcançam setores estratégicos da administração estadual.

Além da pasta ambiental, órgãos como Rioprevidência, Controladoria-Geral do Estado e Casa Civil também foram afetados, indicando um movimento mais amplo de reorganização da estrutura governamental no estado.

A nova leva de exonerações ocorre na sequência de alterações recentes no primeiro escalão do governo fluminense. Secretarias importantes, como Ambiente, Fazenda e Planejamento, passaram por troca de comando, marcando uma reformulação que atinge nomes ligados à gestão anterior.

Na área ambiental, uma das mais impactadas, a saída do então secretário Diego Faro foi acompanhada por dezenas de desligamentos. Ele foi substituído por Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas. Já na Secretaria de Planejamento e Gestão, Adilson de Faria Maciel deixou o cargo, dando lugar a Rafael Ventura Abreu.

O levantamento indica que cerca de 50 exonerações ocorreram na Secretaria do Ambiente. Outras aproximadamente 50 dispensas foram registradas em áreas como Cultura, Turismo, Habitação e autarquias estaduais.

Na Casa Civil e na Secretaria de Governo, foram cerca de dez desligamentos. Já Rioprevidência e Controladoria-Geral somaram aproximadamente seis exonerações cada.

Na Secretaria de Fazenda, também houve mudança relevante: Juliano Pasqual deixou o comando da pasta, agora ocupada por Guilherme Mercês, economista com experiência em gestão pública e passagens por instituições como Firjan e CNC.

Além das exonerações, o pacote incluiu nomeações estratégicas. Entre elas, o retorno de Bruno Teixeira Dubeux ao comando da Procuradoria-Geral do Estado, função que já havia exercido anteriormente.

O conjunto de medidas reforça a estratégia do governo interino de promover uma ampla reorganização da máquina pública estadual, com substituição de quadros e redistribuição de funções.

Desde que assumiu o comando do estado, Ricardo Couto vem implementando mudanças sucessivas na estrutura administrativa do Rio de Janeiro, em um cenário político e institucional em transformação.

A expectativa é que novas alterações possam ocorrer nas próximas semanas, conforme o governo avance no redesenho da gestão e consolide sua nova configuração administrativa.

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