O Rioprevidência voltou ao centro das decisões do governo do Rio de Janeiro após uma nova rodada de exonerações assinadas pelo governador em exercício Ricardo Couto nesta segunda-feira (4). As mudanças atingem diretamente áreas consideradas estratégicas dentro da autarquia.
De acordo com publicação no Diário Oficial, foram exonerados Edson Delcir Maran, responsável pela Gerência de Tecnologia da Informação e Comunicações, e Carlos Felipe Lima do Nascimento, que ocupava a Gerência de Apoio Jurídico, vinculada à diretoria jurídica do órgão.
As duas áreas são consideradas sensíveis para o funcionamento do fundo, que administra aposentadorias e pensões dos servidores estaduais, envolvendo tanto a infraestrutura tecnológica quanto o suporte legal das operações.
As exonerações fazem parte de uma sequência de alterações promovidas recentemente por Couto na estrutura do Rioprevidência. Nos últimos dias, o governo estadual já havia realizado mudanças importantes na cúpula da autarquia.
Entre elas, está a nomeação de Luana Abreu dos Santos Lourenço para a diretoria de Administração e Finanças. Ela assumiu o cargo anteriormente ocupado por Nicholas Cardoso, que também chegou a exercer interinamente a presidência do fundo antes de ser exonerado em abril.
Cardoso é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por supostas irregularidades relacionadas a investimentos realizados pela autarquia, o que aumentou a pressão por mudanças internas.
Antes das exonerações mais recentes, Couto já havia promovido a troca no comando principal do órgão com a nomeação de Felipe Derbli de Carvalho Baptista para diretor-presidente. O novo gestor tem origem na Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, o que reforça o movimento de reorganização administrativa.
As sucessivas alterações indicam uma estratégia clara de reestruturação do Rioprevidência em meio a um cenário de ajustes e maior fiscalização sobre a gestão dos recursos previdenciários estaduais.
Com as novas exonerações, cresce a expectativa de continuidade nas mudanças dentro do órgão. O Rioprevidência segue sob forte atenção política e institucional, principalmente devido à sua importância para o equilíbrio financeiro do estado do Rio de Janeiro.
A tendência é que novas intervenções sejam realizadas nos próximos dias, à medida que o governo tenta reorganizar a gestão e recuperar a confiança na administração do fundo.